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Bioinformática em novo curso

24.10.2003


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Fernanda Pedro

A PRIMEIRA licenciatura em Bioinformática chegou a Portugal. Esta iniciativa pioneira partiu da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa e dá os primeiros passos este ano lectivo.


O curso também designado por Biologia Computacional, resulta do cruzamento das Ciências Computacionais com a Biologia.

A Bioinformática é actualmente uma ferramenta indispensável nos diversos domínios das Ciências da Vida, depois do projecto do Genoma Humano em 1987 e que hoje, se tornou a pedra basilar da Bioquímica e da Genética.

Para Xavier Malcato, director da Escola Superior de Biotecnologia, esta licenciatura é inovadora porque será uma formação completa nesta área.

Apesar de já existir uma pós-graduação desta especialidade na Fundação Gulbenkian, "a licenciatura será mais completa e irá preparar melhor os alunos para uma ciência a emergir em Portugal".

O director da escola revela mesmo que a procura ao curso foi uma surpresa porque conseguiu ser a segunda licenciatura mais procurada na Escola Superior de Biotecnologia.

Na opinião de Xavier Malcato, o currículo para a licenciatura foi concebido de forma a que as saídas profissionais sejam as mais diversas possíveis, "quem tirar este curso fica habilitado a desempenhar funções quer na área da informática quer da biotecnologia". O director da escola adianta ainda que "nos próximos anos os profissionais destas áreas serão muito procurados".

Na realidade, apesar de ser uma ciência nova e ainda em franco desenvolvimento, as suas aplicações e implicações em sectores tão diversos como a saúde, o ambiente e a agricultura são muito promissoras.

A Bioinformática irá permitir revolucionar métodos de diagnóstico e de terapia clínica, ou desenvolver produtos farmacêuticos inovadores e específicos.

Os primeiros licenciados da escola de Biotecnologia sairão para o mercado de trabalho em 2007 e para este ano lectivo são 20 os candidatos a especialistas em Bioinformática.

Para Xavier Malcato, o país terá daqui a pouco tempo profissionais competentes numa área emergente e possuidores de uma ferramenta essencial para a globalização da ciência.

Ficha de empregabilidade

Competências de um Bioinformático:

Técnicas de Biologia molecular, mapeamento e sequenciação de genoma, análise bio-estatística; criação e manutenção de bases de dados, predição de estruturas moleculares, desenvolvimento e adaptação de "software" e gestão e integração de dados biológicos

Saídas Profissionais:

Desenvolvimento e avaliação de agentes terapêuticos, investigação em terapia de doenças genéticas, desenvolvimento de estratégias de controlo de doenças e pestes na agricultura, investigação médica, indústria biotecnológica e farmacêutica, gestão (inter)laboratorial de dados, consultoria, educação e intervenção em outras áreas das ciências biológicas ou computacionais





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