Uma aposta na saúde laboral
São amplamente reconhecidos os benefícios do exercício físico
para a saúde. Mas o seu impacto positivo ocorre também ao nível
da produtividade em contexto de trabalho, razão pela qual a prática
da ginástica laboral começa a cativar as empresas nacionais
31.08.2007

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Maribela Freitas
Um pouco de exercício físico no local de trabalho, pode fazer maravilhas pela saúde e produtividade do trabalhador. Consciente dessas vantagens, a empresa LuckyTime desenvolveu o conceito ginástica laboral. Técnicos especializados deslocam-se às empresas, fazem um diagnóstico das necessidades e elaboram os exercícios a executar pelos funcionários. Só a título de exemplo e de acordo com o «feed-back» de organizações que já testaram este método, 85% dos empregados têm menos dores musculares e o absentismo por doença diminuiu quinze por cento.
Mariana David, formada em fisioterapia e directora da LuckyTime, explica que o objectivo do programa de ginástica laboral é o de, juntamente com as empresas, orientar os colaboradores no desenvolvimento de actividades ocupacionais, avaliar e promover intervenções que evitem patologias laborais e stresse e aumentem os índices de produtividade. Para isso conta com um grupo de profissionais de saúde em áreas como educação física, fisioterapia, psicologia, etc.
Após um diagnóstico realizado durante três dias no ambiente laboral, incidindo sobre as condições ergonómicas, biomecânicas na execução do trabalho, ritmos laborais, agentes stressantes, carga horária e anamnese feita com os colaboradores — como dor, limitações físicas, flexibilidade — são estabelecidas as necessidades de intervenções ambientais e físicas. “A nível do ambiente sugerimos modificações e adaptações nos postos de trabalho de forma a melhorar a postura laboral e prevenir lesões músculo-esqueléticas”, refere Mariana David.
Quanto às intervenções físicas, consistem em “aplicações de exercícios executados no próprio local de trabalho, durante o expediente, em que são atingidos objectivos individuais e empresariais”, acrescenta. Estas práticas são desenvolvidas no sentido de não prejudicarem o andamento normal das tarefas e não exigem nem roupas, nem locais especiais para a sua realização. Aliás, o trabalhador não sua e assim pode desenvolvê-las com a sua roupa de trabalho.
Os exercícios têm a duração máxima de 15 minutos e a frequência varia de acordo com as necessidades de cada empresa. Com a aposta neste tipo de programa, as empresas pretendem, entre outros pontos, diminuir os custos com a assistência médica, índices de absentismo, acidentes de trabalho e rotação de pessoal; prevenir lesões de trabalho; aumentar a produtividade e melhorar a integração e sociabilização entre os colaboradores.
Em cada pessoa pretende-se que se intervenha em aspectos como a diminuição da fadiga física e mental e que se corrijam posturas incorrectas; recuperar os níveis de atenção e capacidade de concentração, ou ainda, diminuir as queixas de dores corporais provocadas pelo trabalho. “Estamos a apostar fortemente nesta área, que tem algum potencial em Portugal”, conta Mariana David.
Oriunda do Brasil, salienta que aí este conceito está já bastante desenvolvido, ao passo que em Portugal está ainda a consolidar-se. Até agora as empresas da área dos seguros, transportes e telecomunicações têm aderido e a LuckyTime tem já alguns clientes fixos para este serviço. A ginástica laboral divide-se em três tipos: preparatória, compensatória e de descontracção. No primeiro caso são sessões realizadas no início das actividades de trabalho, para preparar o corpo, aquecer e melhorar a mobilidade e eficiência muscular.
A compensatória é feita durante a actividade para compensar o organismo da fadiga física e mental e da presença do stress. A descontracção é feita no final do dia de trabalho para recuperar o corpo da fadiga, proporcionando bem-estar e disposição para o dia seguinte. A directora da LuckyTime conta que todo este trabalho é desenvolvido em conjunto com as organizações, em estreito contacto com o departamento de recursos humanos. “Das empresas com que já trabalhámos, 85% dos funcionários referem que têm menos dores musculares; existe menos 15% de absentismo por doença; 35% diminuíram posturas erradas e 40% afirmam ter mais força”, salienta Mariana David. Na sua opinião, “esta é uma área em que se deve investir, pois as grandes empresas, para se desenvolverem, têm de apostar nos seus recursos humanos”.
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