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Trabalhos de Verão cativam portugueses

06.08.2004


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Cátia Mateus e Fernanda Pedro

Fruto da necessidade económica ou da vontade de conhecer a realidade laboral, muitos jovens trocam anualmente as férias de Verão por uma experiência profissional. Os últimos meses, em Portugal, foram, aliás, propícios a uma subida acentuada no trabalho temporário, em grande parte devido a dois mega-eventos realizados no nosso país: Rock in Rio e Euro-2004.


Mas os especialistas nacionais de trabalho temporário garantem que o fenómeno do "emprego com fim certo" é muito mais abrangente.

Se no último ano a crise das contratações - resultante da acentuada quebra económica que afectou o país - marcou presença também no segmento do trabalho temporário, actualmente as empresas do sector não têm dúvidas de que a retoma está a chegar. O grande teste poderá ser mesmo o próprio Verão ou não fosse esta uma época sempre rica oportunidades de emprego temporário.

Rita Monteiro, assistente de qualidade e selecção da direcção da zona norte da multinacional de recrutamento Adecco, confirma que "as empresas estão a recorrer mais ao trabalho temporário durante o período de Verão, sobretudo nos meses de Junho e Julho". Uma ideia também corroborada por Jorge de Sousa, director-geral da Vedior Psicoemprego.

Para este responsável, os empregos de Verão são uma boa porta de entrada para o mercado de trabalho. Entre as maiores vantagens deste tipo de ocupação sazonal, Jorge de Sousa destaca "a possibilidade de ganhar dinheiro ocupando o tempo livre, a oportunidade de ficar conhecido por uma empresa e ganhar experiência profissional". A estas vantagens Rita Monteiro acrescenta "a possibilidade de aprender a 'saber fazer' e 'saber estar' num contexto profissional".

Mais-valias que atraíram Pedro Brito, um estudante de turismo com 22 anos e "adepto" do trabalho temporário. Desde os 18 anos que Pedro aproveita o Verão para capitalizar experiências profissionais. Este ano está trabalhar num bar na Praia de Carcavelos, próxima do local onde mora. Mas o estudante confessa que "a minha estratégia é encontrar um emprego de Verão fora do local onde resido. Desta forma consigo acumular experiência de trabalho, ganhar algum dinheiro e ainda conhecer outros locais".

Uma estratégia que já o levou a várias paragens. Nos últimos anos, foi recepcionista num hotel no Algarve, barman numa discoteca, trabalhou num aldeamento turístico a norte do país, entre diversas outras actividades. Confessa que prefere funções personalizadas e que lhe agrada particularmente o trabalho em hotéis ou estâncias de turismo.

Pedro Brito acredita que o trabalho temporário poderá ser uma importante ajuda na altura de integrar o mercado laboral. "Num dos locais onde passei chegaram mesmo a propor-me trabalho permanente mas como ainda estou a concluir o curso, não pude aceitar por ser fora de Lisboa", explica. Desta forma, o jovem adianta que os empregos de Verão são experiências de trabalho e oportunidades válidas para quem está ainda a estudar.

E se Pedro Brito apenas este ano teve oportunidade de conciliar o emprego com a praia, Elisabete Penedo há três anos que o faz. Esta nadadora-salvadora de 25 anos passa o Verão a vigiar a costa e assegurar a segurança dos banhistas. Quando tirou o curso no Instituto de Socorros a Naufragos ainda estava na faculdade e hoje admite que não se trata de necessidade económica mas de uma "paixão". Apesar de já estar a dar aulas de Educação Visual e Tecnológica, insiste em desempenhar as suas funções de nadadora-salvadora aos fins-de-semana, presidindo também à Associação de Nadadores Salvadores das Praias de São João, Costa da Caparica e Fonte da Telha.

Por ser uma actividade aliciante, muitos jovens juntam o útil ao agradável e oferecem-se para vigiar as praias em regime de voluntariado. Contudo, Elisabete Penedo alerta para a necessidade de "encarar a actividade com muita responsabilidade e profissionalismo".

Promotores de eventos, comerciais, informáticos, operadores de "Call Center", assistentes de loja, administrativos e restauração são algumas das actividades mais requisitadas durante os meses de Verão. As férias de alguns funcionários permanentes e os acréscimos de actividade são, regra geral, asseguradas por trabalhadores temporários.

Segundo Rita Monteiro, o perfil do trabalhador temporário português é variável. Ao ao nível das habilitações académicas, o exigido varia entre o 9º e 0 12º ano de escolaridade, mas o fundamental "é serem pessoas responsáveis, assíduas e com vontade de trabalhar", explica.

 


GUIA DOS EMPREGOS DE VERÃO

Embora esteja associado a tempo de descanso, no Verão há inúmeras actividades que requerem novas contratações. Tome nota das áreas onde surgem mais oportunidades:
- Promoção e animação de eventos nas zonas balneares
- Restauração
- Comerciais
- Técnicos Informáticos
- Operadores
de Call Center
- Assistentes de loja
- Operadores não qualificados
- Administrativos
- Hotelaria e turismo


O VALOR DO TRABALHO TEMPORÁRIO

A maioria dos trabalhadores temporários situa-se na faixa etária entre os 18 e 40 anos. Uma idade onde capitalizar experiência é crucial, seja para reingressar no mercado de trabalho ou para um primeiro emprego.
Entre as grandes vantagens destas experiências laborais temporárias estão:
- as mais-valias monetárias
- a oportunidade de ficar conhecido pelas empresas
- a aquisição de experiência profissional
- o desenvolvimento de novas competências







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