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Trabalho sem mobilidade

01.02.2003


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A MAIORIA dos portugueses não está disposta a aceitar um trabalho fora da sua área de residência.


Esta é uma das conclusões de um estudo sobre as atitudes laborais dos desempregados inscritos e não-inscritos nos centros de emprego, publicado pelo Ministério do Trabalho e Segurança Social, onde mais de 50% dos inquiridos responderam que não aceitavam um emprego distante da sua zona de morada.

Um dado que comprova o baixo grau de mobilidade da mão-de-obra nacional, já que não foram especificadas no inquérito a distância e as circunstâncias em que se desenvolveria a actividade laboral. "Poderia corresponder apenas a um ligeiro esforço suplementar ao do próprio trabalho. O sacrifício exigido poderia ser, no limite, pequeno", refere Mário Lajes, autor da investigação.

Um obstáculo cultural que o Governo tem de enfrentar para defender uma das suas bandeiras da política de trabalho, a mobilidade laboral. Para aquele especialista, estes dados demonstram que o desejo de trabalhar "não é tão grande" que leve a maioria dos desempregados a sair da sua situação.

O estudo também revela que a tendência da fraca absorção de mão-de-obra qualificada está a instalar-se no mercado de trabalho português. Com efeito, os detentores de formação superior são o grupo mais afectado pelo desemprego de longa duração.

É que enquanto a percentagem de pessoas com formação básica desempregadas diminui significativamente conforme aumenta o período de desemprego, a análise mostra que no segmento dos licenciados dá-se o comportamento inverso. "Este é um resultado surpreendente, mas o qual necessita de maior investigação, pois é muito complexo para inferir as suas causas", observa Mário Lajes.

Trabalho qualificado escasseia

Mas o retrato laboral obtido pelo investigador fornece mais um elemento que prova a grande dificuldade em conquistar um emprego qualificado na economia nacional.

O inquérito constata que metade dos licenciados aceitaria um trabalho inferior às suas qualificações, uma percentagem perto de 10% maior do que a dos diplomados com cursos profissionais.

Além disso, cerca de 56,7% dos respondentes declararam que nunca possuíram um contrato de trabalho definitivo.







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