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Trabalhadores são cada vez menos leais às empresas

Trabalhadores são cada vez menos leais às empresas

A conjuntura adversa não limita a mudança. Os dados comprovam-no. Segundo a consultora Mercer, os níveis de lealdade dos colaboradores às empresas onde trabalham estão a diminuir e no mundo inteiro é cada vez maior a percentagem de colaboradores que arriscaria mudar, apesar da conjuntura económica.
17.11.2011 | Por Cátia Mateus


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Poderá ser excessivo apelidar esta geração de colaboradores de “trabalhadores sem medo”, mas a realidade é que em todo o mundo o nível de comprometimento e lealdade dos funcionários com as empresas onde trabalham está a diminuir. A conclusão é avançada pela consultora Mercer e tem por base uma análise global do mercado de trabalho realizada com o estudo What’s Working, agora divulgado. De acordo com o relatório, entre 2006 e o segundo trimestre deste ano, a percentagem de trabalhadores europeus que ponderam sair da sua empresa subiu, na maioria dos países da Europa, cerca de 10% e com exceção da Holanda, todos os países apresentavam este ano percentagens acima dos 30%. “As relações de trabalho estão a mudar no mundo inteiro e os colaboradores estão a repensar o retorno que recebem face ao que estão a dar às empresas”. Quem o afirma é Diogo Alarcão, partner da Mercer Portugal, que sustenta a afirmação com os dados do último What’s Working. Segundo o estudo, os colaboradores estão menos leais às empresas e nem mesmo a adversidade económica lhes limita as perspetivas de mudança. Na Europa, a percentagem de trabalhadores que hoje pondera sair da sua empresa é cada vez maior. O relatório traçou uma evolução desta tendência desde 2006 até este ano e concluiu que na generalidade dos países europeus, a vontade de mudar está patente em mais de 30% dos trabalhadores e tem tendência para crescer. A Alemanha foi o país que registou menor aumento face ao estudo anterior, traçando uma evolução positiva de apenas dois pontos percentuais, de 31 para 33%. Espanha e o Reino Unido registaram uma subida de nove por cento, tendo hoje 30% e 37%, respetivamente, de colaboradores dispostos a arriscar uma mudança. França segue igual tendência com um aumento de 11%, totalizando também 30%. Os maiores aumentos vão para a Irlanda e Holanda, onde os colaboradores parecem estar a deixar de lado a lealdade com as organizações que os empregam, com uma subida das intenções de mudança foi de 13%. Na generalidade dos países da Europa, onde se inclui Portugal, as variações percentuais rondaram os 10%. Segundo Isabel Martins, senior associate da Mercer Portugal, “a nossa pesquisa revela que, apesar da subsistente incerteza económica, atualmente mais colaboradores consideram deixar a sua empresa em busca de uma nova oportunidade”. O estudo da Mercer revela também uma alteração da visão dos colaboradores no que toca aos fatores que limitam o seu compromisso com as empresas. A nível global, as questões de remuneração e desempenho registaram melhorias face a 2006, sendo que na Europa os países que registaram melhores evoluções nestes parâmetros foram Espanha e Alemanha, com aumentos de 19 e 18%, respetivamente. Contudo, na generalidade dos países, a perceção sobre os benefícios dos colaboradores piorou apresentando França, Holanda, Alemanha e Irlanda variações negativas. Em contraciclo com esta tendência está apenas Espanha que reconhece que houve um incremento dos benefícios. A motivação é outra das áreas de estudo deste relatório que conclui que os fatores não financeiros desempenham um papel fundamental na motivação e compromisso dos colaboradores em todo o mundo. Questões como o respeito profissional, o equilíbrio entre a vida familiar e o trabalho, o tipo de trabalho desenvolvido, a qualidade da equipa e do líder, assumem cada vez mais importância entre os colaboradores no que diz respeito à motivação. Entre os fatores financeiros é a remuneração base que dita as regras, apesar dos benefícios extra salariais e as compensações variáveis estarem a assumir uma importância crescente. Isabel Martins reconhece que “os fatores financeiros como a remuneração e os benefícios constituem uma parte fundamental do contrato de trabalho, mas as empresas devem considerar e gerir um conjunto mais vasto de fatores para alcançarem o compromisso das equipas”. A especialista acrescenta ainda que “o compromisso do colaborador reflete a sua experiência de trabalho que, em grande parte, diz respeito à forma como é tratado, ao tipo de trabalho que realiza, à empatia que tem com os seus colegas e chefias e ao ambiente de trabalho em geral”. Uma opinião também corroborada por Diogo Alarcão que afirma que “sobretudo numa economia em dificuldades, quando os recursos financeiros são limitados, as empresas tendem a alavancar estes fatores não financeiros para reforçar o compromisso e a produtividade dos colaboradores”. O estudo da Mercer foi realizado junto de 30 mil colaboradores de 17 países diferentes e demonstra que uma grande percentagem de colaboradores pondera hoje sair da sua empresa.


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