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Sistema personalizado de ensino da Católica garante emprego

Sistema personalizado de ensino da Católica garante emprego

Barata Marques, diretor da Faculdade de Engenharia da Universidade Católica Portuguesa, assegura que a proximidade ao mercado é vital para a empregabilidade.
18.08.2011 | Por Cátia Mateus


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É uma das universidades portuguesas mais conceituadas e dá cartas também na área da engenharia, embora muitos o desconheçam. A Faculdade de Engenharia da Universidade Católica Portuguesa, divulgou esta semana ao Expresso Emprego os resultados do seu inquérito à empregabilidade. Os dados dizem respeito aos alunos com mestrado concluído nos últimos três anos letivos e as conclusões apontam para uma taxa de empregabilidade de 95%. A Faculdade de Engenharia da Universidade Católica foi fundada no ano letivo de 2000/2001 e desde então já formou 601 alunos (261 em cursos com grau académico e 340 em pós-graduações). Anualmente, a faculdade dirigida por Barata Marques, acolhe no seu pólo no Tagus Park, 117 alunos num modelo de ensino orientado para a proximidade onde, segundo o diretor da faculdade, reside parte do sucesso da escola no que toca à integração profissional. “A faculdade de engenharia promove um ensino personalizado. O próprio corpo docente é constituído por jovens professores doutorados que acompanham muito de perto a evolução dos alunos”, explica o professor catedrático e diretor da faculdade, Barata Marques. Fruto desta política de proximidade, as turmas que são dimensionadas de acordo com as necessidades pedagógicas dos alunos, o que se traduz em turmas pequenas onde, assegura Barata Marques, “todos os professores conhecem os seus alunos pelos nomes”. Além desta componente formal, os alunos são incentivados a participar em projetos que estejam a decorrer, coordenados por docentes, de modo a complementarem a sua formação. Como resultado desta estratégia, o estudo à empregabilidade da instituição revela que “97,8% dos ex-alunos empregados iniciou a sua atividade profissional até seis meses após a conclusão do curso e, desses, 78% já se encontravam a trabalhar quando defenderam a sua tése de mestrado”. Barata Marques explica estes números com o facto das téses serem aplicadas às necessidades do mercado de trabalho e, grante, “os alunos acabam por iniciar a sua atividade profissional no eguimento do trabalho desenvolvido durante a tése”. Segundo o relatório agora apresentado pela Faculdade de Engenharia da Católica. “pelo menos 81% dos ex-alunos desempenham funções adequadas à sua formação académica”. Contudo, Barata Marques reconhece que este este valor pode ser bem superior uma vez que se desconhece a posição ocupada por cerca de 13% dos alunos empregados e 6% estão ainda em estágio. O inquérito à empregabilidade refere que 78% dos ex-alunos se encontram a trabalhar em Portugal e 9% estão distribuídos pela Alemanha, Bélgica, Escócia, Holanda e Suécia, estando os restantes 12% a trabalhar em Angola, Cabo Verde e Brasil. Segundo Barata Marques, são vários os fatores que contribuem para esta taxa de empregabilidade. “Desde logo, a seleção dos cursos nos diversos ramos da Engenharia teve em conta as necessidades do mercado nos diversos perfis de engenheiros. Depois, a qualidade da formação, quer pela sua vertente científica e tecnológica, quer pela sua característica humanista, constitui um valor apreciado pelos empregadores”, explica o diretor da faculdade, que acrescenta a importância da realização de estágios em empresas e instituições de investigação para a elaboração das téses, como um meio privilegiado para a obtenção de emprego. Em matéria de empregabilidade, Barata Marques garante que todos os cursos da faculdade que lidera apresentam taxas aliciantes de empregabilidade. “Os alunos de Engenharia Informática iniciam frequentemente a sua atividade ainda antes de concluirem a licenciatura. Em ambas as especialidades de Engenharia Biomédica - em Engenharia Biomolecular, de Tecidos e Órgãos e Tecnologias Médicas e Hospitalares - todos os diplomados estão empregados e no caso da Engenharia Civil, a taxa de empregabilidade é de cerca de 93%”, explica o diretor da faculdade. Para Barata Marques é notória a dificuldade que os jovens licenciados têm atualmente para assegurar a sua empregabilidade. O diretor da Faculdade de Engenharia enfatiza a importância das universidades assumirem a empregabilidade como uma questão primordial no seu projeto e assegura que “a resposta desta faculdade para ultrapassar as dificuldades é uma aposta sólida numa formação diferenciada”. No curto prazo a instituição não deverá alargar a sua oferta no ensino da engenharia, mas são de esperar novos cursos de pós-graduação.


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