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Quem são os mais felizes no trabalho?

Quem são os mais felizes no trabalho?

São muitas as teorias em redor desta questão, a maior parte das quais colocam em dois pratos distintos da balança a remuneração e a motivação. A professora de Harvard, Rosabeth Kanter, autora do livro “Evolve! Succeeding in the Digital Culture of Tomorrow”, defende agora a relevância de uma outra variável nesta equação: os mais felizes no trabalho são os profissionais que enfrentam, quotidianamente, os maiores desafios na empresa.

27.02.2016 | Por Cátia Mateus


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Um emprego que não traga “chatices” nem angústias não é, necessariamente, o que traz mais felicidade aos profissionais. A professora de gestão da Harvard Business School, Rosabeth Kanter, autora de diversos livros nas área de estratégia, inovação e liderança - entre os quais o recente “Evolve! Succeeding in the Digital Culture of Tomorrow -, defende que é na dimensão dos desafios assumidos pelos profissionais que reside o “segredo” da felicidade laboral. Para a especialista, “quando os profissionais sentem que estão a fazer a diferença nas organizações onde se inserem e a contribuir para o seu crescimento de forma decisiva, são mais felizes e trabalham mais motivados”.

Nas suas investigações mais recentes junto de empresas com forte orientação para a inovação, Rosabeth Kanter concluiu que o factor salário e remuneração era relevante para os profissionais, mas não foi identificado como sendo determinante para a sua felicidade profissionais e para a sua sensação de realização laboral. Foi exatamente na realização de tarefas ou funções desafiantes e capazes de mudar o destino das organizações ou da comunidade onde se inserem, que as sensações de felicidade e realização profissional mais foram apontadas pelos profissionais.

Os colegas também contam
Mas há outras visões que contrariar a teoria de Kanter. Um estudo recente da multinacional americana especializada de formação em liderança e consultoria Leadership IQ, analisado recentemente pela Fast Company, identifica uma percentagem expressiva de empresas (42%) onde os colaboradores com menor grau de produtividade e compromisso com os resultados da organização evidenciaram maior índice felicidade laboral do que os seus colegas mais produtivos.

E como se justifica isto? Para a Fast Company, isto só é possível porque na maioria das organizações, os profissionais menos produtivos continuam a ser, regra geral, deixados “no seu canto” pelos colegas que preferem focar-se na sua própria produtividade. A sua felicidade, enfatiza a publicação na análise que faz ao estudo da Leadership IQ, está mais sustentada no facto de ninguém os incomodar até que as chefias o decidam fazer, do que propriamente por se sentirem envolvidos e motivados com o quotidiano profissional na empresa.



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