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Quanto vale uma gestão emocional?

Quanto vale uma gestão emocional?

A Oni Communication tem 271 trabalhadores e 95% pertencem aos quadros da empresa. A estabilidade é ponto de honra para Xavier-Martín, CEO da empresa, que aposta numa gestão emocional da sua equipa. Diz o líder que a paixão e o envolvimento dos colaboradores faz toda a diferença no sucesso do negócio.
25.11.2010 | Por Cátia Mateus


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São as pessoas que fazem as empresas. A frase parece feita e hoje até já é dado adquirido entre os mais reputados gurus da gestão. Mas Xavier Rodriguéz-Martín, CEO da Oni Communications, só há cerca de cinco anos assumiu como verdade esta premissa. O líder assume-o sem vergonhas ou pudores e diz que o momento em que reconheceu isto como verdade foi um momento de viragem na sua forma de gestão. Hoje a empresa que lidera, e que detém em Portugal uma quota de mercado de 23%, emprega 271 colaboradores, 95% dos quais estão integrados nos quadros e têm uma média de antiguidade de sete anos e meio na empresa. Uma opção que espelha uma gestão emotiva das pessoas própria de um líder que acredita no poder da paixão enquanto elo de comprometimento empresarial e foco de motivação e produtividade.

“Na Oni Communications acreditamos na tecnologia e na inovação como forma de encurtar distâncias, estabelecendo pontes entre soluções universais e as necessidades individuais. E acreditamos nas pessoas como forma de materializar isto”, defende Xavier Martin. O CEO da Oni, engenheiro de formação, acredita que “gerir moléculas é muito mais fácil do que gerir pessoas. As moléculas ao serem sujeitas a uma fonte de calor tem uma reação previsível, já as pessoas reagem sempre de forma diferente e imprevisível”. Talvez por esta razão o líder da empresa tenha vindo a implementar na sua organização uma política cada vez mais centrada no valor e talento dos seus recursos humanos enquanto fator diferenciador.

“O ano de 2009 foi particularmente significativo para a empresa, assinalando o encerrar de um ciclo de três anos de transformação da Oni e do seu reposicionamento estratégico de operador global a operador concentrado no fornecimento de soluções integradas de comunicação aos segmentos empresarial e de operadores”, explica Xavier Martín. O CEO acrescenta que “o mundo atravessa um período de fortes alterações e desafios, muitos dos quais originados pelo próprio progresso tecnológico, sendo certo que o aumento da competitividade do país em termos internacionais é crítico para o crescimento da economia”. É pois fundamental que “as empresas saibam preparar os seus colaboradores para enfrentar um mundo pautado pela mudança”.

A empresa que lidera tem três metas para concretizar até 2012: “materializar a sua presença na Europa, África e América do Sul; expandir o negócio em Portugal, consolidando liderança no mercado de corporate entre os operadores da nova geração e crescer organicamente preparando a empresa para a sua cotação no mercado de capitais”, revela Xavier Martín. Para alcançar alcançar estas metas o CEO investe forte dos seus recursos humanos sobretudo na sua componente emocional.

Estabilidade, integração nos quadros, qualificação e formação permanente, mas sobretudo paixão pelo que fazem, motivação, proatividade e comprometimento com os valores empresariais são, segundo o CEO que acredita que “a felicidade tem uma vantagem competitiva”, as grandes vantagens de trabalhar na Oni. E Xavier Martín tem bem estruturado aquilo que faz os seus funcionários felizes. Do teletrabalho (ver caixa), passando pela vasta série de projetos GoFor, os colaboradores da Oni podem até tomar um café regularmente com o seu presidente ao abrigo da iniciativa Meet the CEO for a Coffe . Tudo a bem do espírito de equipa e da motivação.

Desde 2007 que todas as segundas feiras os colaboradores da Oni ao abrirem o seu laptop têm uma mensagem do seu presidente, esteja ele de férias ou não, com vários tema-as para refletir e debater. A meta, diz Xavier Martin, é “mobilizar a equipa e fazê-la perceber que é importante para o seu presidente falar com eles”. Para o CEO, “se não houver metodologia nisto o feitiço pode virar-se contra o feiticeiro e os meus colaboradores vão achar que nesse dia eu tenho coisas mais importantes para fazer. É imperativo não falhar porque a paixão contagia-se”.

Paralelamente a esta estratégia de proximidade, A Oni desenvolve vários programas com impacto direto na sua gestão de recursos humanos. A organização criou o Oni Institute que atua na área da formação e atribui créditos aos colaboradores que são depois contabilizados. “No GoFor Education, que está inserido no Oni Institute, damos muita importância à formação emocional que falha muito no mundo latino dos negócios e que não se ensina nas universidades”, refere o CEO. Xavier Rodriguez-Martín diz que “nos negócios e na gestão das pessoas o que faz diferença é a emoção e a forma de a gerir no sentido positivo” e acrescenta: “há quem diga que nós gestores queremos seis coisas das pessoas: obediência, diligência, intelecto, proatividade, criatividade e paixão. As duas primeiras podemos tê-las num cão. A terceira, qualquer engenheiro experiente ou bom profissional tem. O que faz a diferença nas empresas são as outras três, as que o dinheiro não compra e que são capazes de gerar valor real. A paixão faz toda a diferença”.

GoFor Others é outros dos projetos da empresa na área da responsabilidade social, com a missão de envolver os seus colaboradores no apoio a causas solidárias. Mas Oni tem ainda o GoFor Planet que otimiza as suas equipas em torno da causa da sutentabilidade e o GoFor Wellness que cuida da saúde dos seus funcionários assegurando tratamentos e consultas gratuitas. Uma gestão emocional de recursos humanos que, diz Xavier Rodriguez-Martín, faz milagres pela saúde das empresas. Porque afinal, as organizações são quem as compõem. As pessoas.

Teletrabalho para todos

Há dois anos a Oni implantou um sistema de teletrabalho que abrange atualmente 50 trabalhadores. “Na essência, mesmo que não esteja ninguém no edifício a Oni estará totalmente operacional e a funcionar a 100%”, assegura Xavier Martín.

O conceito foi implantado na altura no âmbito do programa de business continuity para dar resposta a um eventual cenário gerado pelo pânico da Gripe A. “Dotamos todos os nossos colaboradores de laptops, smart phones e ligações que lhe possibilitam aceder remotamente ao sistema sem estarem fisicamente na empresa, cumprindo todas as tarefas inerentes à função de cada colaborador”, explica o CEO.

Mas este programa tem regras. “Os colaboradores podem escolher um dia por semana para trabalhar a partir de casa entre terças, quartas ou quintas feiras. Segundas e sextas não são permitidas, salvo se existir alguma circunstância da vida pessoal do colaborador que o justifique”, refere Xavier Martín.

Tudo é possível até dar ordens de impressão que saem no escritório. E Xavier Martín assegura que o GoFor Telework é uma mais-valia para empresa que se traduz até em maior dedicação ao trabalho. “Os colaboradores tendem a aplicar o tempo que gastariam nas deslocações para a empresa no desenvolvimento do seus trabalho e das suas competências”, concluí.



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