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Precariedade faz 'vítimas' entre os enfermeiros portugueses

Precariedade faz 'vítimas' entre os enfermeiros portugueses

Um estudo recentemente divulgado sobre a situação profissional dos enfermeiros em Portugal, não deixa margem para dúvidas: o desemprego e a precariedade associadas a esta profissão já afetam mais de 65% dos enfermeiros.
21.10.2011 | Por Cátia Mateus


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A precariedade laboral já chegou à enfermagem. Segundo o estudo “Situação Profissional dos Jovens Enfermeiros em Portugal”, realizado pelo terceiro ano consecutivo, sob a coordenação de Raúl Fernandes, no país há cada vez mais enfermeiros a trabalhar em regime de prestação de serviços e a taxa de desemprego entre esta classe profissional também está a aumentar. Há mesmo entre os profissionais quem assuma já ter trabalhado de graça. “Quase 20% dos enfermeiros inquiridos neste estudo estão atualmente no desemprego, quando no ano anterior a percentagem era de 18,7%”, revela Raúl Fernandes que coordenou este estudo integrado na Rede de Jovens Enfermeiros da Ordem dos Enfermeiros. A investigação está sustentada por 1379 inquéritos a enfermeiros inscritos na Ordem e espelha uma realidade que comprova que a profissão vai, afinal, mal de saúde. Segundo o estudo, cerca de 15% dos inscritos na Ordem nos últimos três anos estão em situação de desemprego, 14% já trabalharam sem pagamento e 4,9% estão a trabalhar noutra área de atividade. Um panorama que o coordenador do estudo reconhece ser particularmente sombrio para os jovens enfermeiros, agravado pelo facto dos dados permitirem ainda apurar que “65% dos enfermeiros licenciados durante os últimos três anos, estão em situação de desemprego ou de precariedade”. Numa abordagem mais global e considerando a totalidade de enfermeiros inscritos na Ordem em três anos, o estudo revela que mais de 6500 dos 10089 profissionais estão em situação precária, ainda que 80% esteja, apesar de tudo a exercer a profissão. Só 31,4% dos enfermeiros inquiridos no estudo é que conheceu melhorias ao nível da sua estabilidade profissional no decorrer do último ano. Em termos comparativos, face ao ano anterior, duplicou o número de enfermeiros a trabalhar em regime de prestação de serviços, passando de 9,8% para 18,7% este ano. O número dos que já trabalharam de graça também se tornou, segundo o coordenador do estudo, significativo atingindo os 14%. Mas é entre os recém-licenciados que este cenário se torna mais grave. Quando se analisa a tipologia dos contratos de trabalho, percebemos que quase metade são precários e cerca de 5% estão a realizar estágios profissionais. Desde que terminam o curso, os jovens enfermeiros podem demorar entre três a seis meses a encontrar emprego. Mas segundo a Ordem dos Enfermeiros a percentagem dos que demoram mais tempo a encontrar colocação tende a crescer. Os dados do estudo revelam mesmo que se em 2009 só 13,5 dos jovens enfermeiros demoravam até um ano a conseguir emprego, atualmente 23,5% dos profissionais enfrentam esta realidade. No estudo, recentemente apresentado, merece ainda destaque a opção pelas carreiras internacionais. Com efeito, nos últimos anos o país tem assistido à crescente procura e recrutamento dos seus licenciados, em várias áreas, por parte de empresas estrangeiras. A enfermagem não é exceção. É, mais uma vez, entre os mais jovens que esta carreira além-fronteiras ganha maior expressão e , revela o estudo, são já 8% os enfermeiros portugueses a trabalhar noutro país. Inglaterra lidera a procura mas Espanha, França e Suíça acolhem igualmente muitos jovens enfermeiros de origem portuguesa.


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