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Portugueses temem menos a mudança laboral

Portugueses temem menos a mudança laboral

O estudo da Kelly Services aponta a experiência como o melhor indicador de talento profissional.
18.08.2011 | Por Cátia Mateus


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Que a formação e a qualificação profissional são importantes, ninguém questiona. Mas quando o objetivo é mudar ou progredir na carreira o que determina a oportunidade é mesmo a experiência profissional. Um estudo recentemente divulgado pela empresa de gestão de recursos humanos Kelly Services, revela que a experiência pesa mais do que a formação como fator de progressão na carreira. São cada vez mais os portugueses que ponderam mudar de funções nos próximos cinco anos e a sua postura em relação à mudança está a modificar-se. Promovido anualmente em todo o mundo pela Kelly Services, o Kelly Global Workforce Index, pretende traçar uma radiografia do mercado laboral a nível mundial. O estudo tem como público-alvo a população ativa e como objetivo conhecer a opinião da população sobre vários temas na área do recrutamento. Na edição 2011 deste estudo os resultados estão em conformidade com a generalidade das economias mundiais: em mudança. Segundo o relatório, é notório que o conceito de emprego para toda a vida está a desaparecer. Na verdade, mais de metade dos inquiridos portugueses preveem mudar de carreira nos próximos cinco anos. A principal causa desta mudança (apontada por 26% dos inquiridos) é a procura de um melhor equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, logo seguido pela necessidade de um rendimento mais elevado (24%), preocupação com o declínio da área de atividade (22%) e a mudança de interesses pessoais (15%). Numa avaliação global aos resultados do estudo, o dado que mais surpreende Afonso Carvalho, country general manager da Kelly Services “é a o crescimento do número de pessoas que está a considerar a hipótese de uma mudança de carreira e um novo recomeço”. O especialista explica que “para a geração anterior, uma mudança de carreira teria sido encarada como um momento de crise. No entanto, hoje é vista como um reflexo de alterações na procura de diferentes competências e funções e de uma mudança nos interesses pessoais dos trabalhadores”. Um sinal claro da mudança de atitude dos portugueses face a uma interrupção na carreira é que três quartos dos entrevistados (73%) acreditam que, caso façam uma pausa para licença de maternidade/paternidade, doença ou uma licença sem vencimento, poderão retomar a sua carreira ao mesmo nível. No caso concreto de Portugal, o inquérito também dá conta de algumas tendências curiosas. Segundo o Kelly Global Workforce Index, “os sectores nos quais os trabalhadores terão de enfrentar uma maior probabilidade de mudança de carreira são o retail, a educação e a indústria farmacêutica”. A maioria dos inquiridos (71%) em território nacional, referem que ao procurar um emprego, o melhor indicador do talento de um profissional é a sua experiência. A formação é citada como a segunda competência mais importante, por 27% dos entrevistados. A maioria dos inquiridos portugueses (64%) apontam a experiência de trabalho, logo seguida pelo desempenho na entrevista de emprego, a formação e as referências de trabalho, como os melhores indicadores do talento de um profissional. Afonso Carvalho revela ainda que “mais de dois terços dos inquiridos (67%) dizem aspirar a uma posição de direção, enquanto 20% não o desejam e 13% estão indecisos”. A principal razão apontada para justificar a falta de expectativa para ascender a um cargo diretivo relaciona-se com a falta de formação ou competências inadequadas (49%), seguida pela falta de ambição (23%) e o impacto no equilibrio trabalho.vida pessoal (13%). E em matéria de progressão na carreira, 99% já referem ser “extremamente importante” ou “importante” que as qualificações e competências sejam atualizadas para progredir na carreira. Para Afonso Carvalho, “à medida que constatamos que os indivíduos assumem um maior controlo das suas carreiras, existe também uma maior probabilidade dos trabalhadores entrarem e sairem do mercado de trabalho por motivos profissionais ou relacionados com o seu estilo de vida”. Razão pela qual o especialista aconselha: “é muito importante que os empregadores e trabalhadores aprendam a adaptar-se a esta nova realidade, onde o percurso da carreira única poderá tornar-se a excepção e não a regra”. Para viabilizar este estudo sobre os fatores de escolha e progressão na carreira, a Kelly Services obteve a opinião de cerca de 97 mil pessoas em 30 países, incluindo Portugal.


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