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Portugueses insatisfeitos

08.10.2004


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Ruben Eiras

OS PORTUGUESES estão entre os trabalhadores mais insatisfeitos da Europa, em conjunto com a Grécia, Itália e Espanha. Os factores responsáveis por esta situação no mercado de trabalho português são os baixos incentivos remuneratórios e a falta de participação em sistemas de trabalho flexíveis.


Estes são os principais resultados do estudo "High Performance Workplace Practices and Job Satisfaction: Evidence from Europe", publicado recentemente pelo Instituto de Estudo do Trabalho, em Bona.

O objectivo da investigação era identificar o impacto das práticas inovadoras de gestão laboral na satisfação dos trabalhadores. Os autores do estudo concluíram que as organizações que investem em práticas avançadas na gestão de pessoas são mais comuns nos países escandinavos, na Irlanda, Reino Unido, Holanda, Áustria e Luxemburgo. A região onde existem menos organizações com este perfil é no Sul da Europa.

A análise também revela que um maior nível de comunicação e de autonomia no trabalho tem um efeito positivo no grau de satisfação laboral em todos os países. Segundo o estudo, as organizações que praticam uma gestão de recursos humanos de ponta caracterizam-se por níveis elevados de lucro, de produtividade, do valor dos salários auferidos e de satisfação laboral.

O seu perfil assenta numa estrutura hierárquica pouco burocrática, na rotação nos postos de trabalho, na existência de equipas autónomas e num grande envolvimento dos empregados no processo de decisão. Esta participação é remunerada através de um esquema de incentivos salariais e de formação providenciada pelo empregador.






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