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Portugal rumo à iniciativa

05.03.2004


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Cátia Mateus

O PRÓXIMO ano poderá representar uma vitória para o movimento empreendedor nacional. Durante a sessão de apresentação do recém-criado PRIME-Jovem (ver caixa), Armindo Monteiro, presidente da Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE), desafiou o primeiro-ministro, Durão Barroso, a fazer de 2005 o "Ano do Empreendedorismo". A ideia agradou ao chefe do Governo, que prometeu estudar a viabilidade de materializar alguns projectos neste sentido.


Rejuvenescimento das classes dirigentes e estruturas sindicais, rigor e transparência nas obrigações fiscais e sociais, combate à burocracia, defesa da ética, da responsabilidade e da coesão social, fomento do capital de risco em Portugal e introdução do conceito de empreendedorismo nas escolas portuguesas são "bandeiras" que poderão vir a ganhar algum dinamismo caso Portugal acolha a iniciativa proposta pela ANJE.

Para Armindo Monteiro, "esta é uma convocatória para o país, um movimento cultural muito mais amplo do que meras iniciativas avulsas".

O dirigente dos jovens empresários acredita que o fundamental "é que, a partir de 2005, o país esteja sensível para a necessidade de empreender, de ter iniciativa, de ser produtivo e competitivo, tanto a nível empresarial como trabalhando por conta de outrem".

Armindo Monteiro defende que "os bons empreendimentos, hoje como ontem, serão melhor desenvolvidos por uma nova geração de portugueses, talvez a única capaz de suportar o risco e de ter a coragem, a determinação e a iniciativa".

Quem sabe se é por isso que acredita na importância da intervenção do Estado como aliado no compromisso de tornar Portugal um país de empreendedores.

O presidente da ANJE destaca com agrado a abertura do primeiro-ministro para a sua proposta. E, em declarações ao EXPRESSO, adiantou: "Algumas sinergias já foram analisadas e, inclusive, já tive oportunidade de trocar ideias com o primeiro-ministro sobre os parceiros a envolver neste projecto".

Razões mais do que suficientes para que acredite que o próximo ano marcará definitivamente a história do movimento empreendedor nacional.

Num discurso optimista, Durão Barroso apontou 2004 como o ano da retoma económica que "os jovens empresários e empreendedores ajudarão a consolidar".

O líder do Governo considerou fundamental a necessidade de "transformar o temperamento depressivo dos portugueses, cultivando a cultura do chegar a horas, cumprir a palavra dada e ter brio no que se faz".

Diz Durão Barroso que, "em Espanha, mesmo quando se perde parece que se ganha, mas em Portugal até quando se ganha parece que se perde".

PRIME apoia jovens empresários

GARANTIR que nenhuma boa ideia de negócio deixe de se concretizar por falta de capacidade de investimento poderia muito bem ser o lema do recém-lançado Prime-Jovem.

Este programa de apoio à iniciativa empresarial direcciona-se para os jovens entre os 18 e os 35 anos e é substituto do já extinto SAJE 2000 (Sistema de Apoio aos Jovens Empresários).

Como forma de colmatar as dificuldades de financiamento inicial, o programa agora lançado acentua a importância do capital de risco no fomento à iniciativa empresarial instituindo uma majoração de 5% nos apoios dos sistemas de incentivos financeiros e a reserva de 15 milhões de euros ao abrigo do Fundo Sindicação de Capital de Risco do PRIME, destinados a projectos promovidos por jovens empresários.

"O Prime-Jovem introduzirá ainda incentivos à formação de jovens empresários, bem como a criação de uma bolsa de ideias 'on-line' onde os empreendedores poderão expor os seus projectos e procurar investidor", destacou o ministro da economia, Carlos Tavares, durante a sessão de apresentação do novo programa.

O Prime-Jovem vem substituir os incentivos financeiros do SAJE 2000 que apesar de apenas ter funcionado durante ano e meio foi responsável pela aprovação de 600 projectos empresariais no valor de 6,5 milhões de euros, permitindo a criação de 3.500 novos postos de trabalho.

Os dados globais de avaliação do SAJE revelam que a maior fatia das candidaturas ao programa se registou na região Norte (48,5%), seguida de Lisboa e Vale do Tejo (29%).

A indústria e as "outras actividades" foram os sectores económicos que mais beneficiaram com o SAJE.

Os projectos apresentados para criação de novas empresas lideraram com 67% das candidaturas, logo seguidos dos projectos de investimento com valor inferir a 20 mil contos (24,9%).





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