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Ordem certifica competências

21.03.2003


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Fernanda Pedro

A ORDEM dos Engenheiros tem em funcionamento um novo sistema de acreditação de acções de formação contínua. Uma iniciativa pioneira nesta ordem profissional que segundo Sousa Soares, bastonário da Ordem dos Engenheiros, se reveste de uma importância extrema para os profissionais das áreas da engenharia.

"As acções de formação contínua são fundamentais para o registo profissional dos engenheiros e só assim poderá existir progressão de carreira", revela o bastonário. Agora, os engenheiros poderão obter os créditos necessários para essa progressão através do "selo" de qualidade da Ordem a que pertencem. "Até aqui acreditávamos apenas os cursos de licenciatura, mas como a aprendizagem vai até aos 70 anos ou mais, decidimos avançar com a acreditação de sete acções de formação contínua", explica.

Para este responsável, a inovação, o desenvolvimento tecnológico e a crescente mobilidade de emprego na União Europeia resultam numa necessidade de formar continuamente mais e melhores engenheiros.
Com este novo sistema será possível aos engenheiros obterem um grau de especialização, "mas convém não esquecer que terão de ser as instituições de ensino ou as empresas a pedirem as acções de formação", salienta o bastonário.

As acções terão a duração de um ano. Findo este período, as entidades poderão requerer mais acreditações. Cada 15 horas de formação vale um crédito e futuramente este sistema de acreditação poderá constituir uma base para a atribuição de qualificações e graus de "especialista".

Os objectivos da acção formativa no que diz respeito à especialidade e tipo de actividade têm de corresponder a necessidades reais do mercado. Para frequentar estas acções são exigidos como requisitos mínimos a licenciatura em Engenharia e a inscrição na Ordem.

Contudo, poderão ser estabelecidas outras exigências, nomeadamente, pós-graduações em áreas específicas, qualificações especializadas atribuídas pela Ordem ou experiência profissional em áreas como indústria metalomecânica ou construção civil. A profundidade em que os temas serão tratados nas acções deverá depender dessas mesmas habilitações mínimas.

Foram três as instituições que viram algumas das suas acções de formação contínua contempladas com a acreditação da Ordem. São estas o Centro Rodoviário Português, a empresa alemã TÜV Akademie Rheinland e o Centro Operativo e de Tecnologia de Regadio (COTR), que abrangem as especializações de Engenharia Civil, Engenharia do Ambiente e Engenharia Agronómica.

Três dos cursos de formação desenvolvidos pelo COTR em Beja destinam-se a engenheiros agrónomos, com acções entre as 150 e as 225 horas e visam a formação de projectistas de rega.

As acções desenvolvidas pela empresa alemã TÜV correspondem a um máximo de quatro créditos e estão direccionados para as especializações na área da gestão e auditoria ambientais.

"Para as empresas, é muito importante este tipo de acções, não só pela valorização da formação dos seus profissionais como pela garantia de qualidade fornecido pela Ordem", refere Sousa Soares. Além disso, o bastonário assegura que através desta formação contínua o leque de técnicos especialistas em determinadas áreas irá alargar-se.


 


 





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