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Optimismo em tempos de crise

O optimismo e a criação de “equipas poderosas” são alguns dos temas em debate na ExpoRH assegurados por Helena Marujo e Luís Neto.
11.03.2010 | Por Marisa Antunes


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O optimismo - tal como o bom humor - é contagioso. Um pressuposto que condiciona atitudes, posturas e que pode mesmo fazer a diferença entre viver airosamente ou sobreviver de forma penosa. Este princípio aplica-se não só às pessoas mas também às empresas que podem ser avaliadas pelo empenho que imprimem na criação de um bom ambiente para os seus trabalhadores. Seja pelas condições de trabalho, pelo reconhecimento e mérito dos esforços dispendidos, pela comunicação com as chefias ou as sinergias do trabalho em equipa.

E não é à toa que as organizações que se preocupam com a motivação dos colaboradores, sejam também as mesmas a ocupar os lugares cimeiros no que toca a rentabilidade e resultados efectivos. Um tema levado muito a sério, há décadas, em países de Primeiro mundo, mas que só há relativamente pouco tempo começou a ser encarado seriamente, em número significativo por empresas nacionais.

“Educar para o optimismo nas empresas: motor de mudança na criação de equipas poderosas” é precisamente o mote de uma conferência, integrada na Expo RH, a realizar no dia 18 por dois speakers da Izi Palestras: Helena Marujo e Luís Miguel Neto.

Como reforça a professora de Psicologia da Universidade de Lisboa e membro de direcção da International Positive Psychology Association, Helena Marujo ao ExpressoEmprego, "as empresas com maior sucesso no embate à crise são as que cuidam do seu grupo humano e que investem na intervenção organizacional para conseguir tê-los felizes no contexto laboral”.

Helena Marujo dá o exemplo do projecto-piloto “Happy PT”, da Portugal Telecom, no qual participa como consultora científica e que tem como destinatários os colaboradores da empresa que trabalham nos call centers . A mensagem a passar é que é possível, mesmo em contextos profissionais stressantes , não só gerir as tensões, como “saborear a vida e aumentar os níveis de bem-estar pessoal”.

Outro exemplo que a oradora destaca é o da mega-campanha lançada há bem pouco tempo na vizinha Espanha pela Fundação Confiança, envolvendo um grupo de 18 grandes empresas empenhadas em combater a apatia e a resgatar o optimismo perdido pelos espanhóis nos meandros da crise. “É preciso que as pessoas acreditem que é possível crescer mesmo em tempos de recessão”, sublinha, lembrando ainda os benefícios da comunicação horizontal dentro da organização. “Da senhora da limpeza ao administrador é fundamental partilhar valores, perceber quais são os pontos fortes da empresa e como se consegue trabalhar em conjunto para alcançar as metas”.

E como se estabelece a mudança em prol de um ambiente melhor? Os chamados “inquéritos apreciativos” são um bom ponto de partida. “Pôr as pessoas a falar, perceber o que há de bom na empresa e o que pode ser melhorado… A ideia de contribuir e pensar em conjunto leva as pessoas a passos concretos para sonhar e chegar a um futuro conjunto”, remata ainda Helena Marujo. Um futuro que se quer cada vez mais feito de instituições positivas que apostam no factor humano.



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