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O auto-emprego como alternativa

No ano passado, o franchising criou 3000 novos empregos
13.05.2005


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Cátia Mateus


O «FRANCHISING» continua em Portugal a ser um modelo de negócio em crescimento. De acordo com Eduardo Miranda, presidente do Instituto de Informação em Franchising (IIF), «Portugal tem já 400 marcas a expandirem-se no mercado através deste sistema». A poucos dias do início de mais uma edição da Expofranchise - que decorre de 21 a 23 de Maio, na FIL do Parque das Nações, em Lisboa -, o responsável avança que, anualmente, este modelo de negócio gera cerca de 3000 novos postos de trabalho em todo o país.

Eduardo Miranda garante que o certame espelha as modificações que foram ocorrendo no mercado de trabalho nos últimos dez anos. Para aquele dirigente, além de ser um catalizador do espírito empreendedor, a «feira do franchising» é uma oportunidade de criação de auto-emprego, que tem vindo a expandir-se nos últimos anos.

Na última edição da Expofranchise o balanço foi positivo: 10 mil visitantes, 200 novos negócios criados. Eduardo Miranda espera que estes valores aumentem na edição que se anuncia e diz não ter dúvidas de que o sucesso deste modelo empresarial foi acompanhado de uma mudança considerável da atitude dos portugueses em relação ao trabalho.

«Desde que iniciámos o certame, em 1996, ocorreram muitas mudanças, tanto ao nível da noção de emprego como da segurança na carreira», explica Eduardo Miranda. Para este responsável, um dos grandes entraves à expansão do «franchising» era a cultura de emprego garantido. O profissional com uma vida financeira estável e contrato efectivo de trabalho teria pouca propensão a empreender, mas hoje a realidade é outra.

Para Eduardo Miranda, «nada mais é garantido, mesmo no mundo do emprego fixo». O risco passou a fazer parte do mundo do emprego e, entre arriscar trabalhando para terceiros e fazê-lo num negócio próprio, muitos começaram a considerar a segunda opção. Talvez por isso, Eduardo Miranda não tenha dúvidas de que «o estado actual do 'franchising' em Portugal é um espelho das mudanças do mercado de trabalho».

Um impacto visível no perfil dos visitantes da Expofranchise. «Nas primeiras edições do certame, o visitante era um curioso sem intenção de investir», explica. Hoje, são menos comuns as enchentes de curiosos, há mais gente disposta a apostar e oportunidades de negócio com menor investimento inicial. Para Eduardo Miranda, esta tendência de acessibilidade crescente ao «franchising» materializa cada vez mais uma lógica de criação de auto-emprego.





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