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O apelo da sofisticação e do desenvolvimento

O apelo da sofisticação e do desenvolvimento

Lúcia Fonseca, administradora da Global Seguros Angola, trocou Portugal há 14 anos por Luanda. Uma cidade que já elegeu como sua.
28.10.2011 | Por Cátia Mateus


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Fazer parte da recuperação de um país que teve anos muito difíceis e que luta arduamente pelo crescimento, competitividade e sofisticação são desígnios que Lúcia Fonseca já abraçou como seus. Quando há 14 anos o marido da atual administradora da Global Seguros Angola, quis rumar a Luanda para construir uma carreira internacional, a jovem profissional não hesitou em embarcar na aventura. Hoje, já mãe de uma filha, Lúcia Fonseca confessa que sente Angola como sua e ainda que reconheça que a principal dificuldade que tem neste percurso que escolheu, é a distância da família e dos amigos que tem em Portugal, a administradora confessa que é apaixonada pela seu trabalho e não lhe passaria pela cabeça mudar agora de país.

Gosta de desafios e foi em nome disso que apostou em Angola. Um mercado que na altura, tal como agora, lhe apresentou oportunidades aliciantes de carreira. Lúcia Fonseca não tem dúvidas de que o seu percurso profissional em terras angolanas “tem por base um trabalho contínuo, com elevados níveis de exigência e responsabilidade na formação de quadros”. Requisitos que considera fundamentais para qualquer profissional que ambicione triunfar no país.

Da construção à saúde, passando pela educação, infra-estruturas, sector financeiro e muitos outros, Angola tem vindo a tornar-se como um país de oportunidades aos olhos dos profissionais estrangeiros. Tem carência de profissionais qualificados e apresenta uma das mais elevadas taxas de crescimento em todas as suas áreas, o que torna Angola um pólo de acolhimento para profissionais de todo o mundo, estando os portugueses em destaque.

Desde que está em Angola, Lúcia Fonseca já passou pela atual Sonangol e pela Coca-Cola Angola, antes de assumir o cargo de administradora da Global Seguros no país. Garante que as diferenças entre trabalhar em Angola e Portugal não são assim tantas e adaptação é fácil, se houver consciência de que existem diferenças culturais como em qualquer outro destino. A portuguesa defende que “para triunfar neste mercado é necessário ter muita energia e resiliência” e assegura que “existe sempre possibilidade de carreira e de progressão para profissionais responsáveis, trabalhadores, transparentes e que acreditem que podem fazer parte das mudanças deste país”. Uma posição na qual os profissionais portugueses estão bem vistos.

Sem perspetiva de regressar a Portugal a curto prazo, Lúcia sente-se em casa neste país. Trabalha cerca de dez horas diárias, mas consegue ter hóbis. Pratica pilates e squash duas vezes por semana. Tem como grande ambição de carreira “contribuir para a construção de uma empresa de futuro, com fatores diferenciadores e para o desenvolvimento do sector em que se insere, fazendo dela parte da sociedade angolana e contribuindo para o bem-estar da população”, revela a administradora que aconselha todos os portugueses que queiram apostar neste país a cumprirem todos os requisitos legais das autoridades angolanas e criarem aqui as melhores condições de habitabilidade possível. A ideia de um país perigoso, garante, é irreal.


Lúcia Fonseca
43 anos
Luanda/ Angola
Administradora da Global Seguros Angola

Formação:
É licenciada em Gestão Financeira e possui um MBA Executivo em Gestão pela EGP - UPBS.

Primeiro emprego:
A sua primeira experiência de trabalho foi numa empresa ligada ao sector ótico em Portugal.

Percurso:
Iniciou a carreira em Portugal, mas rumou a Luanda há 14 anos atrás quando o marido quis abraçar um projeto em Luanda. Um desafio que assumiram conjuntamente e que lhe permitiu crescer profissionalmente em Angola. Esteve cinco anos na refinaria de Angola, na altura com gestão da Fina Petróleos de Angola (atual Sonangol), um ano na Coca-Cola e nos últimos cinco anos ocupa o cargo de administradora da Global Seguros naquele país.

Família:
Casada e mãe de uma menina com cinco anos .

Principais dificuldades:
Estar afastada da família e dos amigos que tem em Portugal foi e continua a ser uma dificuldade

Ambição:
“Contribuir para a construção de uma empresa de futuro com fatores diferenciadores e para o desenvolvimento do sector em que esta se insere, fazendo dela parte da sociedade angolana e contribuindo para o aumento do bem-estar da população”, revela.

Pontos positivos de Angola:
“O crescimento, o desenvolvimento, a adrenalina de um país que quer e vai crescer e sofisticar-se e o acreditar que podemos dar a nossa (ainda que pequena) contribuição. O fazer parte da recuperação de um país que teve anos muito difíceis”, explica Lúcia Fonseca.

Horas de trabalho:
Cerca de 10 horas por dia.


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