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Novos negócios para combater a crise

O ISLA-Lisboa quer fomentar o empreendedorismo entre os seus alunos, mostrando-lhe que mesmo em conjunturas adversas é possível criar negócios de sucesso. A inovação esteve esta semana em destaque no Fórum Alpha, organizado pela instituição.
13.01.2011 | Por Cátia Mateus


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No meio do sombrio panorama da crise há um Portugal positivo, que dá cartas no empreendedorismo e na inovação, que gera negócios à escala internacional, que se bate pelo reconhecimento do seu valor nos mercados mundiais mais competitivos. Um Portugal com empreendedores cheios de garra e mérito reconhecido lá fora lá fora. Um Portugal com potencial que muitos teimam em esquecer, mas cuja lembrança faria milagres por um país com graves problemas de autoestima. Foi esta convicção que levou o ISLA-Lisboa a promover, com o apoio da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD) o Fórum Alpha – Inovação e Empreendedorismo. O evento, que decorreu no auditório da Lispolis esta semana, trouxe a Portugal alguns dos mais reputados especialistas internacionais em empreendedorismo para demonstrar a importância da iniciativa para vencer a crise e promover o emprego.

Subordinado ao tema “Empreender em tempos de Crise”, o Fórum Alpha reuniu num mesmo espaço alunos e um vasto leque de especialistas em empreendedorismo nacionais e estrangeiros e gestores de empresas nacionais que se têm destacado pelo seu espírito empreendedor e capacidade de inovação, assumindo-se hoje como referências a nível internacional. Durante uma manhã marcaram presença no auditório da Lispolis Basílio Horta (presidente da AICEP), Paul Jerde ( executive director of the Deming Center of Enterperneurship , da Universidade do Colorado), Dana Redford (professor da University of California e presidente do Centro de Educação do Empreendedorismo em Portugal), Luís Ferreira Lopes (editor de economia da SIC e coordenador do Mestrado em Empreendedorismo do ISLA), Francisco Maria Balsemão (presidente da Associação Nacional de Jovens Empresários – ANJE), António Galvão Lucas (CEO da Dot One), Aurélio Ferreira (CEO da DEM2), José Inglês (CEO Nelo M.A.R Kayaks), Luís Filipe Costa (presidente do IAPMEI) e Charles Buchanan (vice-presidente da FLAD).

As boas práticas de gestão desenvolvidas e implementadas por diversos empreendedores nacionais, com elevado reconhecimento nacional e internacional estiveram em destaque com os casos da M.A.R Kayaks que é atualmente a maior construtora de kayaks do mundo, equipando a elite mundial de desportistas desta modalidade, e com a empresa de moldes DEM2, que é a maior produtora mundial de cadeiras plásticas para recintos desportivos. Empresas portuguesas que, tal como a Filkemp, líder mundial em fios técnicos para a indústria do papel e segundo maior produtor mundial em fios de pesca, souberam bem trilhar o seu caminho rumo aos mercados internacionais onde hoje tem posição de destaque.

Para Tawfiq Rkibi, diretor do ISLA-Lisboa, este fórum insere-se numa política que a instituição de ensino há muito seguindo de estreita ligação com o mercado de trabalho e enfoque na via do empreendedorismo. Na verdade, “o ISLA-Lisboa conta hoje com uma das melhores taxas de empregabilidade entre as instituições de ensino e surge também como a escola que mais empreendedores prepara”, revela o diretor. Tawfiq Rkibi, adianta ainda que “de acordo com um estudo da Universidade do Porto, um em cada quatro alunos do ISLA-Lisboa opta por criar um negócio próprio, a mais alta taxa a nível nacional, o que para nós é uma proba inequívoca do sucesso do projeto educativo que delineamos”.

Um mérito que se deve também ao trabalho desenvolvido por Luís Ferreira Lopes, na liderança do Mestrado em Empreendedorismo daquela instituição. O jornalista enfatiza a importância das instituições de ensino abordarem a temática do empreendedorismo de uma forma muito prática, destacando o que Portugal faz bem e onde marca pontos, para lá de qualquer conjuntura adversa. Diz Ferreira Lopes que, “o que se avizinha para 2011 não será fácil em termos de mercado doméstico, mas do ponto de vista das empresas que temos como clientes internacionais há forte potencial de crescimento. Resta-nos saber adequar a nossa oferta a estes mercados”.

O responsável acredita que “cada vez mais, a internacionalização tem de ser uma visão e uma ambição constante em qualquer projeto empresarial, a par com o demais fatores críticos de sucesso de qualquer negócio e é fundamental que esta mensagem se faça passar logo nas universidades”. Na verdade, Luís Ferreira Lopes diz acreditar que mais do que o ensino e a formação, as universidades têm hoje um desafio acrescido: o de guiar os seus alunos rumo ao seu futuro profissional. E nesta missão, argumenta, “é seguramente importante que as universidades se posicionem de forma a dar aos seus alunos todas as ferramentas necessárias a assumir o risco de forma natural, minimizando as possibilidades de fracasso”. Diz Ferreira Lopes que “hoje já não há zonas de conforto em nenhuma profissão. Inovar é equivalente a ignorar o risco e isso já não é só característica de quem cria empresas, mas é uma constante para qualquer profissional que queira destacar-se na sua carreira e progredir”. É esta a mensagem que para o profissional, as universidades devem conseguir passar, partilhando com os seus alunos não só o conhecimento mas todas as ferramentas que lhes possam ser úteis para vencer em situações adversas.


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