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Novos desafios para a gestão de RH

07.06.2007


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Cátia Mateus
O papel dos profissionais de recursos humanos (RH) está à beira da mudança. De acordo com um estudo global da Deloitte — o ‘Aligned at the Top' — agora divulgado, 95% dos profissionais de RH acreditam que as exigências e especificidades inerentes à sua função vão mudar nos próximos três a cinco anos. O documento revela ainda que “os líderes das organizações acreditam que os departamentos de RH têm dificuldades em responder em simultâneo às crescentes exigências estratégicas e operacionais do negócio, muito embora ambas as partes (gestores de pessoas e administradores) estejam de acordo sobre quais os pontos que em matéria de colaboradores são críticos para o sucesso da organização”.

Segundo os resultados deste inquérito, “os executivos de topo encaram as funções de RH como estando mais concentradas em actividades operacionais, como incentivos e avaliação de desempenho, do que em decisões estratégicas como o desenvolvimento de liderança”. Mas a pior parte surge “quando a gestão de topo decide assuntos relacionados com colaboradores e o departamento de recursos humanos nem sequer é mencionado ou ouvido”. E se pensa que esta é uma realidade distante das práticas empresarias, desengane-se. O inquérito da Deloitte conclui que “mais de metade (52%) não tem um «chief human resources officer» ou um executivo de topo dedicado a assuntos de colaboradores” .

Para Jeff Schwartz, responsável da Deloitte Consulting LLP, “os RH não serem ouvidos nas questões de liderança é um enorme paradoxo, mas muitos executivos de topo acreditam ainda que o departamento de recursos humanos não tem uma verdadeira noção do negócio, não estando por isso apto a implementar iniciativas estratégicas em questões prioritárias como a liderança, gestão de talento, criação de uma cultura de excelência”. Segundo este dirigente, “apesar dos responsáveis de RH concordarem que estes são temas prioritários, continuam focados em aumentar a eficiência operacional dos colaboradores e criar estruturas de RHJ que suportem o crescimento das organizações”.

No entanto, o estudo mostra que muitas organizações já começam a reconhecer a necessidade de os departamentos de recursos humanos desenvolverem competências mais estratégicas e estão a transferir todas as funções ‘não-estratégicas' para empresas subcontratadas. “Aproximadamente 25% das empresas já subcontrata funções como o recrutamento, formação e processamento de salários e 15% esperam fazê-lo nos próximos três a cinco anos”, revela o documento.

Este inquérito foi realizado a 531 executivos de recursos humanos e de outras funções e resultou de uma parceria da Deloitte e da unidade de «research» da revista ‘The Economist'.





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