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Noruega, o líder do desenvolvimento humano

Noruega, o líder do desenvolvimento humano

É um país de excelência, onde o mérito e a qualidade determinam as contratações e fazem evoluir os profissionais. A Noruega é um destino cada vez mais aliciante para os portugueses que procuram oportunidades de carreira além-fronteiras.
27.07.2012 | Por Cátia Mateus


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Os engenheiros são mais beneficiados com oportunidades de emprego neste país que tem sido considerado pela ONU como líder mundial do desenvolvimento humano. A Noruega tem atualmente cerca de cinco milhões de habitantes, mas estima-se que em 30 anos o número esteja já nos oito milhões de habitantes. A justificar este crescimento está não só uma sólida política de natalidade que incentiva os casais a terem filhos, mas também uma elevada taxa de imigração. São cada vez mais os estrangeiros que escolhem a Noruega para trabalhar. Oportunidades não faltam num país onde sector energético tem um peso notório na economia, mas onde faltam profissionais altamente qualificados em algumas áreas. A engenharia é a que gera maiores lacunas. Para suprir o seu défice de profissionais em áreas-chave, as empresas norueguesas recrutam cada vez mais nos seus parceiros europeus. Portugal é um fornecedor de eleição. Há empresas na Noruega onde o número de colaboradores portugueses já se equipara muito aos nativos do país. Só a FMC Technologies, emprega na Noruega mais de 40 engenheiros portugueses. A empresa é das muitas que recorre aos serviços da rede Eures - em Portugal representada pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) - para recrutar engenheiros portugueses. Segundo o instituto, “as ações de recrutamento de profissionais portugueses para a Noruega foram iniciadas em 2007, chegando os primeiros portugueses ao território em 2008”. Os dados do IEFP apontam para uma colocação superior a 550 portugueses no país. Tiago Nunes é um deles. O jovem engenheiro mecânico de 31 anos, foi dos primeiros a ser recrutado neste serviço da Eures. Chegou à Noruega em 2007 e garante que a experiência tem sido muito enriquecedora.Tiago integra os quadros da National Oiwell Varco como engenheiro de projeto. Sempre sonhou com uma carreira internacional e assegura que não podia ter encontrado melhor destino senão na terra das oportunidades. A Noruega é um país com boas hipóteses de emprego em múltiplas áreas, a começar pela engenharia. Mas Tiago garante que há também oportunidades na saúde, educação, restauração e em funções mais técnicas como canalizadores, soldadores, mecânicos de automóveis, camionistas, trabalhadores da indústria metalúrgica, cozinheiros, padeiros e até cabeleireiros. E se na área da engenharia basta saber falar inglês para conseguir boas oportunidades, “em sectores como a saúde e a educação é necessário dominar a língua norueguesa”, explica o engenheiro acrescentando que para quem aspira a cargos de chefia é também fundamental falar norueguês. Ainda assim, à parte da dificuldade linguística, Tiago Nunes esclarece que os portugueses são muito bem vistos na Noruega “basta ver pelo número de portugueses que todos os meses chegam ao país e pelo interesse crescente das empresas norueguesas em Portugal”. Um interesse que está prestes a conduzir Rodrigo Silva, outro engenheiro, ao território. Rodrigo é engenheiro mecânico e acaba de ser recrutado na última das missões de recrutamento para empresas daquele país, organizada pelo IEFP em Portugal. Concluiu a licenciatura em dezembro e desde janeiro que procurava emprego. Parte para a Noruega com a intenção de desenvolver a sua vida profissional e pessoal e, assegura, “conseguir a integração na sociedade norueguesa e fazer parte dessa nação”. Esta necessidade de assegurar todas as condições de contrato ainda em Portugal é algo que para Tiago Nunes é muito importante. “Um português não deve viajar para a Noruega à procura de emprego sem ter algum em concreto ou um contrato com uma empresa. A vida na Noruega é bastante cara e sem emprego não é possível permanecer muitos dias”, alerta o jovem engenheiro há cinco anos no território. E nesta missão de ligação às empresas locais, o papel da rede Eures pode mesmo ser vital. As oportunidades existem e o interesse das empresas nos profissionais portugueses também. Basta apenas fazer o mix entre a oferta e a procura e é isso que acontece nos Engeneering Mobility Days que por diversas vezes a rede, através do IEFP, já organizou em Portugal com elevada taxa de sucesso. “Para setembro está já prevista uma nova ação de aproximação aos empregadores de Stavanger e Oslo, prevendo-se uma nova ação de recrutamento em outubro”, explica o IEFP. A presença é obrigatória para os portugueses que tem este destino na sua lista de opções. Energia lidera nas oportunidades Com uma natureza a que ninguém fica indiferente, a Noruega atrai cada vez mais portugueses e outros cidadãos europeus que aqui escolhem desenvolver uma carreira à escala global. O país mantém o modelo social escandinavo baseado na saúde universal, no ensino superior subsidiado num regime abrangente de apoio social. Desde 2001 que a Noruega é classificada pela Organização das Nações Unidas como o melhor país do mundo em desenvolvimento humano, sendo em 2007 também avaliada como o país mais pacífico do mundo. Apesar de ter rejeitado a adesão à União Europeia em dois referendos, a Noruega mantém laços estreitos com a UE e com seus países membros. A economia norueguesa é sobretudo fundamentada no sector da energia, onde residem também as maiores e melhores oportunidades de emprego. “A área do petróleo offshore e toda a logística, produtos e serviços necessários para explorar, produzir e transportar petróleo são geradores de uma quantidade enorme de empresas e empregos”, explica Tiago Nunes. A Noruega atrai um número elevado de empresas multinacionais nas áreas das energias renováveis, eletrónica, alimentar e farmacêutica que asseguram emprego a um número elevado de colaboradores nacionais e estrangeiros. Mas estas não são as únicas área as assegurar emprego no país. Outros sectores como a construção têm também um futuro promissor no país que tem uma área muito grande e onde faltam algumas infra-estruturas que, mais cedo ou mais tarde, serão criadas. Tiago Nunes dá como exemplo o novo aeroporto de Oslo cuja construção se iniciará em breve e também as estradas que “não são aquilo a que estamos habituados em Portugal”, enfatiza. Em matéria de habitação, o país também surpreende pela organização. “Nas zonas urbanas, a arquitetura das casas é muito harmoniosa, organizada e consistente por todo o país, incluindo os centros das cidades”, explica Tiago Nunes que acrescenta “os espaços para crianças, por exemplo, são os primeiros a serem construídos quando se inicia uma urbanização”. Há também um vasto leque de infraestruturas destinadas a práticas desportivas. A língua pode de facto ser o principal entrave para os profissionais portugueses. Ainda que o inglês seja suficiente para desenvolver a atividade profissional no país, é simpático até por uma questão de compreensão dos colegas e participação na sociedade, saber falar norueguês. Diz quem já passou pela experiência que a convivência e alguma determinação e curiosidade natural, facilitam a aprendizagem que, em si não é complicada. O grande conselho para quem pensa rumar a este país é que não o faça sem ter emprego assegurado antes de sair de Portugal. A vida na Noruega é bastante cara e sem emprego, garante Tiago Nunes “não é possível permanecer muitos dias”.


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