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Mulheres tecnológicas

A maioria das estudantes universitárias rejeita os cursos tecnológicos mas a IBM está a contrariar esta tendência
28.07.2006


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Marisa Antunes

OITO em cada dez universitários dos cursos de engenharia e informática são homens, segundo os dados do Ministério da Ciência e Ensino Superior. Esta pouca apetência do sexo feminino pelas áreas tecnológicas é também confirmada por um estudo recente da Society of Women Engineers que revela ser reduzido o interesse das alunas por estas matérias, uma indiferença que começa logo no ensino básico. A pesquisa elaborada por esta associação americana apurou que 75% das jovens, com idades compreendidas entre os 12 e os 17 anos, não planeiam seguir carreiras em matemática, ciência ou engenharia.

Para tentar inverter esta tendência que ocorre também no nosso país, a IBM Portugal, mobilizou recentemente (pelo segundo ano consecutivo) 70 voluntários da empresa para acompanhar, durante uma semana, 30 jovens, com idades entre os 11 e os 13 anos das escolas B.I. Vasco da Gama, secundária da Portela e Padre António Vieira.

«Esta acção, integrada numa óptica de responsabilidade social, dá um grande enfoque na reinvenção da educação», salientou fonte do departamento de comunicação da empresa. As alunas participaram no programa Exite (Exploring Interests in Technology and Engineering) onde partilharam actividades práticas como a desmontagem e a montagem de computadores, exercícios de robótica, construções de páginas da Internet, visitas ao Pavilhão do Conhecimento e ao centro de computação da IBM, entre outras.

Esta iniciativa da IBM Portugal seguiu o exemplo da casa-mãe e de outras filiais em vários pontos do globo. Desde o seu lançamento, em 1999, em Nova Iorque, mais de 5000 alunas participaram nos 223 campos Exite realizados até agora em todo o mundo. E os resultados já se começaram a fazer sentir: 85% das participantes manifestou interesse em optar por cursos de cariz mais técnico na hora de escolher o curso universitário.

É que a formação tecnológica não cessa no programa de uma semana. As alunas são depois acompanhadas, ao longo do ano lectivo, por uma «mentora» da IBM de forma a não se perder o vínculo, realça ainda a fonte institucional da IBM.

Para o presidente da Associação Portuguesa dos Técnicos e Gestores de Recursos Humanos, são vários os factores que conduzem à tradicional fraca adesão das mulheres aos cursos tecnológicos. «Não se trata de uma questão de capacidades, pois não existem diferenças entre os homens e as mulheres que desenvolvem a sua carreira nesta área. Mas as mentalidades ainda não se alteraram e os cursos de engenharia continuam a ser encarados como um baluarte dos homens», realça Jorge Marques.

Também o facto de as mulheres se regerem mais pela inteligência emocional entra em choque com as ciências mais frias e racionais, realça ainda o responsável. «Elas preferem trabalhar em grupo o que nem sempre é possível com a automatização», acrescenta ainda.





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