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13.06.2003


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João Barreiros

PORTUGAL é o terceiro país da UE com maior taxa de representação de mulheres em funções de direcção.






Qualidade laboral em 10 medidas



Esta é uma das conclusões da análise da empresa de consultadoria em recursos humanos Randstad sobre a qualidade do trabalho na União Europeia.

Em relação a este ponto, os autores citam dados da OCDE, referindo que Portugal tem um adequado rácio de representação de trabalhadores do sexo feminino em funções de gestão (o qual é calculado dividindo a taxa feminina de ocupação no grupo ou sector considerado pela taxa de ocupação feminina global).

Na escala de medição utilizada (que varia entre 0 e 1,4) o valor considerado ideal é 1 (que Portugal detém). As classificações abaixo deste indicam sub-representação e acima sobre-representação. Portugal é apenas ultrapassado pela Dinamarca e Finlândia nesta categoria.

Por outro lado, o elevado número de acidentes laborais graves, a falta de formação contínua e a baixa produtividade são os três principais pecados do sector laboral português.

Os autores do estudo, desenvolvido em parceria com uma escola de gestão espanhola, avaliaram em que medida têm existido progressos no sentido de melhorar a qualidade do trabalho na União Europeia, concluindo que esses progressos têm sido bastante escassos.

Desde há vários anos que os governos europeus têm insistido na necessidade de adoptar uma estratégia que melhore não apenas os níveis de emprego mas também as condições em que este é desempenhado.

Da Cimeira de Lisboa, em Março de 2000, saíram objectivos políticos bastante claros neste domínio: nessa altura definiu-se o pleno emprego como meta global e estabeleceu-se ser indispensável tornar mais equilibradas as condições de trabalho oferecidas no espaço europeu.

A procura de uma maior qualidade no trabalho pressupunha que fossem encontrados "melhores empregos e formas mais equilibradas de combinar a vida profissional com a vida pessoal".

A Randstad e a ESADE procuraram sistematizar uma série de diferentes indicadores, conjugando-os de forma a perceber melhor se esses objectivos estão mais próximos (ver caixa).

Igualdade em alta

Entre aproximadamente três dezenas de indicadores, Portugal aparece com alguma frequência na média comunitária, e distingue-se mesmo de forma positiva em alguns aspectos.

A percentagem de trabalhadores que se dizem muito satisfeitos com o seu trabalho, por exemplo, é a terceira mais alta da UE, apesar de se verificar que o número de trabalhadores "nada satisfeitos" é também dos mais elevados deste espaço comunitário. Outro domínio em que se têm registado progressos é o da igualdade de sexos no trabalho.

Contradições na saúde laboral

É no capítulo referente à saúde e à segurança no trabalho que se encontram dados mais contraditórios e surpreendentes: os portugueses são os que consideram ter prazos menos apertados para a realização das suas tarefas, o que leva a pensar que serão os que menos sofrem de stresse.

No entanto, são os segundos da UE a temer que a sua saúde ou segurança esteja em perigo, e mais de 40% admitem estar em risco.

Quanto ao número de acidentes laborais graves, Portugal mantém-se no final da tabela relativa aos acidentes que motivam mais de três dias de ausência ao trabalho, sendo apenas ultrapassado neste item pela Espanha.

Refira-se, aliás, que os aspectos mais negativos relatados pela Randstad sobre a situação portuguesa não podem considerar-se absolutamente novos.

Em matérias de rendimento, por exemplo, existe uma grande desigualdade na distribuição, o que é absolutamente contrário ao modelo social europeu. Entre os quinze países membros, o nosso é aquele que apresenta um maior desequilíbrio nesta matéria, logo seguido da Grécia e de Espanha.

De uma forma muito significativa, os portugueses aparecem igualmente no fim da lista no que toca à formação contínua, verificando-se até um retrocesso entre os anos de 1995 e 2000 nesta matéria.

Na Finlândia e na Grã-Bretanha - primeiros da tabela relativa a este item -, mais de metade dos trabalhadores beneficiam de formação. Em Portugal são pouco mais de 10% os que frequentam acções formativas de forma regular.




Qualidade laboral em 10 medidas

PARA conseguirem uma panorâmica suficientemente ampla e relevante sobre a situação actual, os investigadores decidiram analisar dez diferentes aspectos da qualidade no trabalho.

Para cada um destes aspectos foi utilizada uma multiplicidadede indicadores, "respeitando ao máximo a colecção de variáveis indicativas sugeridaspela Comissão Europeia"

1. Qualidade intrínseca do trabalho - Pretende-se avaliar se "os postos de trabalho são intrinsecamente satisfatórios, compatíveis com as habilitações das pessoas proporcionando um nível remuneratório adequado"

2. Habilitações, formação e desenvolvimento profissional - Este aspecto está relacionado com as possibilidadesque as pessoas têm de "desenvolver ao máximo as suas potencialidades mediante apoio a processos de formação permanente ('life long learning')"

3. Igualdade entre sexos - Analisando tanto os aspectos da remuneração como da carreira profissional

4. Saúde e segurança no trabalho
-O objectivo é investigar em que medida estão garantidas as condições de trabalho "saudáveis e convenientes, tanto em termos físicos como psicológicos"

5. Flexibilidade e segurança do trabalho - Consideram-se aqui as medidas que possam gerar "atitudes positivas quando há uma troca de emprego" e garantir "apoio apropriado aos que perdem o seu posto de trabalho".

6. Organização do trabalho e equilíbrio com a vida privada - Os autores do estudo consideraram as taxas de trabalho flexível, as oportunidades de baixa por maternidade e sua utilização.

7. Inclusão e acesso ao mercado laboral - Refere-se este aspecto sobretudo às possibilidades de acesso ao mercado laboral, "tanto no caso de um primeiro empregocomo no caso da reincorporação após períodos de ausência"

8. Diálogo social e implicação dos trabalhadores - Pretende-se saber até que ponto os trabalhadores estão informadose lhes é permitido envolverem-se no desenvolvimento das suas empresase da sua carreira profissional

9. Diversidade e não discriminação -De forma a assegurar que "todos os trabalhadores são tratados de igual forma,sem discriminação pela idade, incapacidade, origem étnica, religião ou orientação sexual"

10. Produção e produtividade -Analisaram-se os indicadores relativosa este problema crucial das economias europeias (e sobretudo da portuguesa),tendo também em conta "a média anualdo nível de vida dos cabeças de família,tendo em conta a taxa de emprego".








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