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Mendeley: os cientistas já têm a sua rede social

Foi criada em 2008 e já reúne mais de dois milhões de investigadores em todo o mundo. O Mendeley é a ferramenta que faltava aos cientistas para partilhar as suas investigações e recolher feedback da comunidade e aos alunos, para estarem mais perto das melhores conquistas da investigação à escala global.
27.12.2012 | Por Cátia Mateus


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Em Portugal é ainda pouco conhecido, mas há quem já lhe chame o Facebook da ciência. O Mandeley (www.mendeley.com) surgiu em 2008 pela mente do psicólogo alemão Victor Henning, durante o seu doutoramento na Universidade de Bauhaus, na Alemanha e do seu colega Jan Reichelt. Inicialmente, a ideia dos fundadores era tão somente criar um programa que facilitasse a formatação automática de textos nos padrões exigidos para publicação em revistas científicas. Hoje, o Mendeley é muito mais que isso e em muitas universidades é já a base de dados de eleição para quem quer estar atualizado das últimas novidades em produção científica na sua área. Em apenas cinco anos esta rede social que nasceu como um simples programa de formatação já conquistou mais de dois milhões de membros em 200 países. Os utilizadores são maioritariamente estudantes do ensino superior - licenciaturas, pós-graduações, mestrados ou doutoramentos - (65%) e professores. Entre os utilizadores, há contributos científicos de inúmeras áreas. Os médicos e biólogos estão em maioria (31%) logo seguidos pelos profissionais das áreas da física e química (16%) e pelos engenheiros (13%). Rapidez e flexibilidade são as características da plataforma quando a meta é promover a divulgação e o debate científico. Através desta rede é possível aos académicos exibir o seu currículo, as suas produções científicas e os comentários gerados às mesmas, sem terem de passar pela complexa teia burocrática e morosa do processo de publicação e submissão do trabalho à apreciação dos seus pares. Funcionando também como um motor de busca, a plataforma conseguiu unir a funcionalidade de um programa de edição e formatação de texto, à integração nas redes sociais e todo o potencial de partilha que geram atualmente. Para Victor Henning, mentor do projeto e diretor da plataforma, a sua invenção pode muito bem ser “o início de uma revolução no meio académico que poderá agilizar processos outrora mais burocráticos e facilitar a publicação e difusão de ideias”. Para Henning, “teses de doutoramento que esperavam anos para ser avaliadas e aceites para publicação em revistas científicas, podem tornar-se conhecidas pelo público em pouco tempo”. A rede social dos cientistas integra membros de Harvard e Oxford e tem vindo a somar um número crescente de adeptos. Victor Henning já fala em aumentar a biblioteca de artigos científicos do Mendeley, através da associação a um número crescente de instituições de ensino em todo o mundo. Neste momento a plataforma já absorve automaticamente toda a produção científica da Universidade de Cambridge, no Reino Unido. A meta do momento é estabelecer mais parcerias em moldes semelhantes, nas mais reputadas universidades do mundo. Segundo uma sondagem realizada pela plataforma, cada usuário registado dedica em média uma hora e doze minutos à leitura de artigos no site. Henning quer reunir na plataforma toda a produção científica mundial e reconhece que o seu projeto não pode substituir a importância da publicação impressa em revistas da especialidade, em matéria do que vale a pena ler e conhecer. Aqui partilha-se informação e promove-se o debate em torno dela.


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