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Macau atrai perfis qualificados

Macau atrai perfis qualificados

Os portugueses pisaram pela primeira vez ó território chinês há 500 anos e hoje Macau continua a atrai uma franja de profissionais lusos, altamente qualificados em áreas tão diversas como a arquitetura, o direito, a gestão ou o turismo.

29.07.2013 | Por Cátia Mateus


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As oportunidades existem, mas a adaptação nem sempre é simples.

Os dados mais recentes do Corpo de Polícia de Segurança Pública de Macau (CPSP) revelam que só nos primeiros quatro meses deste ano, 122 portugueses solicitaram autorização de residência em Macau. Atraídos pelo desenvolvimento económico da Região Administrativa Especial Chinesa, onde a taxa de desemprego não vai além dos dois por cento, muitos profissionais portugueses partem à conquista de oportunidades numa região de apenas 30 quilómetros quadrados e 600 mil habitantes. Mas a China só quer trabalhadores altamente qualificados.

A cidade de Macau é um território em constante mutação. A sua economia está fortemente dependente do turismo e esta continua a ser uma das áreas de maior empregabilidade para profissionais estrangeiros, mas não há que ser ingénuo: as dificuldades linguísticas limitam o acesso a muitas funções neste mercado.

Com um desenvolvimento que contrasta com a crise que se vive em Portugal e na Europa, a maioria dos recrutadores aconselha a alguma prudência antes de abordar este mercado. A própria presidente da Casa de Portugal em Macau, Amélia António, enfatizou recentemente a existência de dificuldades na abordagem a este mercado numa perspetiva de empregabilidade. Amélia António falava das limitações linguísticas que se colocam a quem não domina o mandarim e que são, efetivamente, geradoras de problemas no acesso ao mercado de trabalho local. Apesar disso, a líder da Casa de Portugal em Macau reconhece a necessidade do país em atrair, como tem feito nos últimos anos, profissionais altamente qualificados.

Hotelaria e turismo são as áreas onde surgem maior número de oportunidades, tanto mais que aos olhos de Macau, Portugal tem boas escolas e profissionais apetecíveis nesta área. Mas há outras. Os novos portugueses em Macau posicionam-se numa faixa etária entre os 30 e os 45 anos, possuem um currículo académico de nível superior, com experiência profissional relevante e procuram, mais do que boas condições financeiras, um crescimento profissional. Vêm de várias áreas, da saúde à arquitetura, sem esquecer a advocacia, onde há ainda muito boas oportunidades no território. Os portugueses sobressaem na área das leis, no sector financeiro, mas também na medicina (é necessária licença local para exercer a profissão), na engenharia e em algumas profissões mais técnicas. O território regista uma enorme dinâmica na construção, gerando emprego na área.

O número de portugueses em Macau e Hong Kong supera, segundo os últimos Censos, os 130 mil. Ao contrário dos profissionais de outras nacionalidades, os portugueses que chegam ao território com um contrato de trabalho passam a ser titulares de bilhete de identidade de residente não permanente. Após sete anos de residência com contrato de trabalho, ganham o estatuto de residentes permanentes, alcançando os mesmos direitos de todos os outros cidadãos, com exceção da possibilidade de desempenharem cargos no Governo.

Nos últimos anos Macau autorizou, a cada semestre, uma média de 189 pedidos de residência, segundo dados do CPSP. O número sofreu uma quebra no primeiro semestre deste ano, com apenas 90 autorizações concedidas. Segundo o CSPS, “os pedidos são avaliados caso a caso pelo secretário para a Segurança”. A mesma fonte confirma que a resposta demora em média, três a quatro meses, existindo casos em que a demora pode ser maior. Território de oportunidades, Macau exige qualificação. 



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