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Lusófona aposta em cinema e TV

A Universidade Lusófona acaba de modernizar o equipamento para formação em televisão e cinema digital. O objectivo é melhorar o ensino a atrair mais alunos, inclusive estrangeiros
03.09.2009


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Maribela Freitas

A Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologia acaba de investir três milhões de euros em tecnologia de produção cinematográfica e televisiva dedicada à formação. O objectivo é modernizar o ensino na área, atrair alunos estrangeiros e melhorar a preparação dos licenciados em cinema, vídeo e comunicação multimédia. Um curso que anualmente exporta cerca de metade dos seus alunos.

O investimento feito veio equipar a Escola de Comunicação, Artes e Tecnologia da Informação da Universidade Lusófona com equipamento HD e de produção cinematográfica e televisiva de última geração, já adequada às futuras condições da televisão digital e a um ambiente de produção audiovisual caracterizado pela convergência fixo-móvel. Vários estúdios equipados com o material mais moderno, estão assim à disposição de docentes e alunos. O esforço financeiro realizado encontra como justificação reforçar o posicionamento da escola como instituição de referência nesta área de formação em Portugal e contribuir para o esforço de internacionalização, nomeadamente em ordem a aumentar a sua capacidade de atractividade para estudantes estrangeiros.

As licenciaturas em cinema, vídeo e comunicação multimédia, animação digital e fotografia e dois cursos de mestrado — em estudos cinematográficos e multimédia — constituem a formação que a Lusófona oferece nesta matéria e que justificaram o investimento. Os cursos de animação digital e fotografia são recentes e só daqui a um ano vão sair os seus primeiros licenciados. Já o de cinema, vídeo e comunicação multimédia conta com alguns anos e são abertas 75 vagas, saindo em média por ano 25 licenciados. Manuel José Damásio, director desta licenciatura explica que muitos dos alunos levam quatro a cinco anos a acabar o curso, interrompendo-o por vezes, por exemplo, por um semestre para uma incursão no mercado de trabalho. Dos licenciados e anualmente “cerca de metade é absorvida pelo estrangeiro e os restantes pelo mercado nacional”, acrescenta o docente. Anualmente o AXN recruta na escola cinco pessoas para os estúdios de Barcelona, a Disney leva para Londres duas a três pessoas e está presentemente um aluno a estagiar na produtora de cinema Filmax.

“Brasil, Angola, Alemanha, Inglaterra e Espanha, são alguns dos países onde regularmente colocamos os nossos alunos a trabalhar”, refere Manuel José Damásio. Por norma e ao longo do curso de cinema, vídeo e comunicação multimédia, os alunos têm períodos de estágio em contexto de trabalho, com remuneração. O objectivo é prepará-los melhor para a ingressão na vida profissional.

Uma das ambições de Manuel José Damásio criada por esta modernização de equipamento é exactamente captar alunos estrangeiros para as licenciaturas e mestrados — estes virados mais para uma componente de especialização. “É possível captar alunos oriundos dos PALOP e da Europa. Temos uma grande proximidade ao Leste, nomeadamente com a troca de professores e alunos”, conta o director da licenciatura em cinema, vídeo e comunicação multimédia. Cada vez mais a Europa estimula co-produções e o facto de a Lusófona estar agora apetrechada com equipamento de topo de gama, torna-a mais atractiva. Além de mais, Manuel José Damásio acredita que “mestrados que funcionam bem atraem os melhores alunos”. Essa é outra meta que a Lusófona ambiciona cumprir.





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