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iWorkers, os profissionais da nova geração

iWorkers, os profissionais da nova geração

Profissionais de confiança, altamente qualificados e aptos a dar resposta às necessidades da sua empresa e dos seus clientes, 24 horas por dia. Estes são os iWorkers (information workers), os profissionais do futuro e a sua presença nas empresas está a crescer.

15.11.2013 | Por Cátia Mateus


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Cerca de quatro por cento dos líderes empresariais europeus classificam a maioria dos seus trabalhadores como iWorkers: colaboradores de confiança, altamente qualificados e que têm acesso, 24 horas por dia, sete dias por semana, a todas as informações de que necessitam para dar resposta às necessidades da sua empresa e clientes. A sua presença nas organizações é cada vez mais vital para o sucesso do negócio e segundo um estudo da consultora Coleman Parkes Research, patrocinado pela Ricoh Europe, até 2018 o número deverá aumentar.

A percentagem de information workers, ou iWorkers, deverá aumentar cerca de 37% nas empresas europeias até 2018. O número é avançado pela consultora Coleman Parkes Research e está sustentado na opinião de vários líderes empresariais europeus. Para a consultora, há várias razões que poderão estar na origem desta expansão. “O aumento de iWorkers poderá estar relacionado com o aumento das consequências relacionadas com uma partilha ineficaz das informações”, faz saber a consultora. As empresas podem enfrentar perdas de clientes e receitas se não assegurarem as necessárias ferramentas de partilha às suas equipas de trabalho. De acordo com o estudo, quando foram chamados a identificar as áreas de maior impacto que esta ineficácia poderia gerar, os líderes apontaram em primeiro lugar a perda de receitas (49%), logo seguido da perda de clientes (43%) e ainda da perda de conhecimento dos clientes (27%).

Apesar de devidamente identificados os riscos, a consultora não têm dúvidas de que há “outros desafios a ultrapassar antes de aumentar a presença de iWorkers nas empresas europeias”. De acordo com os resultados do estudo, embora cerca de três quartos dos líderes estejam a investir em novas tecnologias como forma de aumentar a produtividade dos seus colaboradores dentro e fora do escritório, a maioria destaca a necessidade de rever os processos existentes para que os colaboradores possam ter mais facilmente acesso a informações importantes. “Mais de 70% dos inquiridos acredita que a capacidade de aceder a documentos a partir de dispositivos móveis está a atrasar as suas empresas, e dois terços afirmam que funções de pesquisa inadequadas impedem os colaboradores de encontrarem as informações de que necessitam para ajudarem as empresas a avançar”, clarifica o relatório que acrescenta ainda que “62% afirmam que os silos de informação desarticulados entre as diferentes áreas de negócio limitam a partilha de informações”.

As empresas estão preparadas para receber os iWorkers?
David Mills, chief operational officer (COO) da tecnológica Ricoh Europe, questiona a preparação das empresas para acolher uma nova geração de profissionais que é decisiva para o sucesso do negócio, mas que também é exigente. Para o COO da Ricoh, face à previsão de um aumento considerável do número de information workers nas empresas, mais do que nunca, “os líderes empresariais precisam de otimizar a forma como utilizam a tecnologia e eliminar os silos de informação nas empresas”. Mills destaca a necessidade de “rever e alterar as formas tradicionais de trabalhar e acompanhar o ritmo das mudanças impulsionadas pela tecnologia que irão continuar a criar novos desafios”. Na lista das ações prioritárias para premitir a aceleração do iWorker estão a utilização de ferramentas de colaboração que permitam a partilha de conhecimentos entre diferentes localizações, a otimização dos processos empresariais, a transição para a cloud e a digitalização de documentos em papel que, para a generalidade dos líderes, “permite garantir um melhor acesso a informações importantes para o negócio, tanto atuais como históricas e que ajudam na tomada de decisões no futuro”. Ações que segundo o estudo se traduzem em beneficios significativos para as empresas.

Para David Mills, “é altura das empresas europeias otimizarem os principais processos empresariais e documentais para se prepararem de forma mais eficiente para o futuro”. De acordo com o estudo The Productivity Imperative da McKinsey, publicado em 2010, as empresas com maior concentração de trabalhadores do conhecimento (mais de 35%) criam, em média, um retorno por colaborador três vezes superior ao das empresas com menos trabalhadores do conhecimento (20%). Com inovações e mudanças constantes, impulsionadas pela evolução tecnológica, enfatiza Mills, “o estabelecimento do iWorker enquanto colaborador mais informado é essencial para o crescimento das empresas, para uma maior agilidade empresarial, eficiência e produtividade”.



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