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InovContacto dá oportunidade a 550

InovContacto dá oportunidade a 550

Este ano o Inov Contacto, programa de estágios internacionais, apurou um número-recorde de estagiários: 550 jovens licenciados e desempregados conseguiram passaporte para uma carreira internacional.
26.11.2009 | Por Marisa Antunes


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Um grupo de mais de 500 licenciados regressou esta semana aos bancos da faculdade para se preparar para um desafio deveras estimulante para as suas vidas profissionais. Seleccionados entre 2500 candidatos, estes 550 jovens encontravam-se todos no desemprego mas estão agora de malas aviadas para os Estados Unidos, para Espanha, Brasil, Reino Unido, China e 40 outros países que os vão acolher no âmbito da experiência Inov Contacto — Estágios Internacionais para Jovens Quadros.

A formação de preparação arrancou no ISCTE (Instituto Superior das Ciências do Trabalho e Empresa) na passada segunda-feira, com a presença do ministro do Trabalho, Vieira da Silva e finalizou na quinta com o desvendar dos destinos e das empresas onde os jovens irão cumprir o estágio que se pode prolongar até aos nove meses. O ministro elogiou a ambição dos jovens, “essencial para transformar constrangimentos em oportunidades”. E Basílio Horta, presidente da AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal), entidade estatal que tutela o programa, destacou a evolução do Inov Contacto que dos 20 a 30 estagiários das primeiras edições, passou para 80 em 2008 e agora para 550 este ano.

“Com o impulso do Governo, lançámo-nos para um grande Inov este ano, quer em número de candidatos — mais de 2000 —, quer em qualidade e número de empresas — mais de 1000”, sublinhou o responsável da AICEP ao ExpressoEmprego.

Os estágios irão decorrer em mercados de interesse estratégico para Portugal, em empresas nacionais de referência com estruturas no estrangeiro — como a PT, a Cimpor ou a Logoplaste, só para citar alguns exemplos —, e ainda em multinacionais e em organizações internacionais de reconhecido mérito.

Com um custo de 13 milhões de euros traduzido em bolsas, viagens e alojamentos, o programa é pago em 45% através da Agência e os restantes 55% pelos dinheiros comunitários do QREN.

Os candidatos ganham currículo e não só. Cerca de 50% dos estagiários são convidados a ficar e desse número, 55% aceitam o desafio. “Ganham ainda as empresas porque incorporam nas suas estruturas competências de internacionalização que as tornam mais capazes globalmente; ganha a economia, porque se internacionaliza e fortalece; ganha Portugal, porque adquire uma imagem mais visível e internacionalmente reconhecível”, reforçou ainda Basílio Horta.

Dinâmicas de grupo

Em animada convivência decorreram os trabalhos no ISCTE com os 550 jovens a receberem formação pluridisciplinar em áreas tão distintas como a comportamental, globalização, networking, caracterização de culturas nacionais, adaptação aos países de destino, comunicação negocial, empreendedorismo e marketing em contexto. Formadores portugueses e estrangeiros, como por exemplo Adriano Moreira ou Dan Roos, do MIT, deram um curso intensivo aos licenciados que se lançam agora numa carreira internacional.

“O programa teve uma vertente muito forte ao nível da gestão intercultural. O objectivo passa não só por preparar os jovens para a adaptação aos países de destino, mas também dar-lhes as ferramentas necessárias que lhes permitam detectar oportunidades de negócio para as empresas portuguesas nesses mercados internacionais”, resumiu José Paulo Esperança, professor do ISCTE e responsável pela coordenação da formação.

Um background fundamental principalmente quando se fala em mercados e modelos organizativos tão distintos como os que existem no Japão ou na China, lembra ainda José Paulo Esperança.

Vindos de áreas como Gestão, Economia, Arquitectura, Engenharia e outras, os candidatos devem ter até 30 anos, conhecimento de duas línguas estrangeiras e estar desempregados à data de entrada no programa. E acima de tudo, ter muita vontade em desenvolver uma carreira internacional e disponibilidade para viver no estrangeiro.

A edição que agora arranca é a 13ª, tendo o programa Inov Contacto recebido ao longo destes anos, 30 mil candidaturas dos quais foram escolhidos até agora 2155 licenciados.

InovContacto em números

- Número de edições: 13, desde 1997
- Número de candidaturas (acumulado das 13 edições): 30 mil
- Número de estágios (acumulado das 13 edições): 2200
- Principais países: EUA (327), Espanha (287), Brasil (213), Reino Unido (169), China (123), Alemanha (101), outros países (895)
- Número de países: 40
- Principais empresas: The World Bank, PT, Nokia, Siemens, Microsoft, Cimpor, Renova, Millenium BCP, Grupo Pestana, Kraft, Efacec, ESA, Alcatel, HP, Parque Científico de Madrid, Logoplaste, Caixa Geral de Depósitos, Mercedes Benz, Nissan, Pfizer, Cysco Systems.
- Investimento: 13 milhões de euros/ano.



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