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Formar para empreender

28.10.2005


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Cátia Mateus

A ASSOCIAÇÃO Portuguesa de Mulheres Empresárias (APME) defende a frequência de formação adequada a quem pretenda iniciar uma actividade empresarial. Esta medida é uma das 20 propostas, agora divulgadas pela APME, que surgiram do I Fórum Empresarial das Mulheres Portuguesas que reuniu recentemente várias personalidades da esfera política, empresarial e académica com o objectivo reflectir sobre a promoção das mulheres no mundo empresarial e o fomento ao empreendedorismo nacional.

Maria José Morgado, Odete Santos, João César das Neves e António Perez Metelo foram algumas das personalidades que integraram os grupos de trabalho da APME para reflectirem sobre o papel das mulheres no mundo empresarial e no desenvolvimento económico. A meta era estimular o ambiente favorável à iniciativa empresarial, sublinhar os factores de produtividade e as reflexões focaram temas como as micro, pequenas e médias empresas, a igualdade de oportunidades e as dinâmicas de desenvolvimento sustentável.

Destes grupos de trabalho saíram medidas em quadrantes tão distintos como as políticas de emprego e qualificação profissional; micro, pequenas e médias empresas: gestão familiar; exercício do poder económico e político; empreendedorismo e inovação. Os participantes no evento defendem a articulação e a centralização das medidas de apoio e incentivo ao empreendedorismo, nas vertentes de criação do próprio emprego e de geração de micronegócios.

Por outro lado, consideraram também importante estimular o investimento empresarial em projectos de médio e longo prazo. O apoio à criação de programas de formação em empreendedorismo no ensino técnico-profissional e superior são apontados como prioridades, a par com o incentivo à criação de negócios e pequenas empresas nas áreas dos serviços de proximidade, nomeadamente em zonas urbanas, garantindo o alargamento da rede de protecção social aos trabalhadores por conta própria.

No campo das políticas de emprego e qualificação, uma das principais propostas prende-se com a necessidade de caminhar rumo à designada «Certificação de Aptidão» para a prática empresarial. A APME considera prioritário que aos potenciais empresários seja exigida a frequência de uma formação na área onde quer actuar e em gestão.





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