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Formação profissional precisa-se

Qualificar mais é a solução para tornar o país competitivo
19.10.2007


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Marisa Antunes
Formar, formar e formar. A qualificação dos recursos humanos é a principal aposta do Governo subjacente às medidas de coesão económica e social para o período 2007-2013 e isso mesmo foi reforçado durante o maior evento europeu no domínio da política regional, que decorreu em Bruxelas na passada semana, que juntou 212 regiões de toda a Europa e cerca de 3000 especialistas e decisores nesta matéria.

Uma mão-de-obra pouca qualificada emperra o país e mina a competitividade económica, uma ‘fraqueza' que se pretende minimizar a médio prazo. “Uma das principais prioridades deste novo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) assenta numa aposta decidida na valorização de recursos humanos, cruzando, de uma forma que nunca se fez em Portugal a formação formal com a formação profissional. Ou seja, trazendo a formação profissional para dentro das escolas e levando o ensino secundário para dentro dos centros de formação profissional”, realçou Rui Nuno Baleiras, secretário de Estado do Desenvolvimento Regional, no evento ‘Open Days' onde durante quatro dias se analisou, em mais de 100 seminários e grupos de trabalho a nova geração de programas de política regional europeia com o tema-base ‘Making it happen: regions deliver growth and jobs'.

António Fonseca Ferreira, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDRLVT), especificou as necessidades de recursos humanos para esta região: “Precisamos de mais profissionais nas áreas das telecomunicações, «software», biotecnologia e nas tecnologias de informação em geral, e ainda no turismo”. Lembrando que a área da grande Lisboa é a mais qualificada do país, o presidente da CCDRLVT, que liderou um dos grupos de trabalho do ‘Open Days', salientou, no entanto, que a região perde nas comparações europeias.

Existem cerca de 145 mil quadros superiores na área metropolitana de Lisboa num total de 458, 800, enquanto que a proporção dos profissionais de nível intermédio ronda os 155 mil para 423.200 existentes em todo o país. Fonseca Ferreira salientou ainda a importância de um reforço no domínio da I&D e do conhecimento. A este nível, a região de Lisboa atinge valores significativos no panorama nacional (ultrapassando a barreira de 1% do PIB) e absorve 60% do total de recursos nacionais de I&D, empregando cerca de 13 mil pessoas, mas está ainda longe de cidades como Varsóvia, por exemplo.

“O objectivo da região é, pois, a passagem à inovação", sublinhou o responsável. Também o secretário de Estado adiantou que esta é a segunda grande prioridade do novo QREN até 2013. “Queremos apostar na transferência de conhecimentos, de quem os produz para quem os utiliza comercialmente. É fundamental investir numa maior ligação entre as empresas e os centros de investigação", concluiu Rui Nuno Baleiras.





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