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Formação pobre e desactualizada

A crise aguçou a vontade dos trabalhadores em receber formação de qualidade que os torne mais competentes e actualizados
14.05.2009


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Marisa Antunes
A formação que é dada pelas empresas aos seus trabalhadores deixa muito a desejar, o que torna muitos profissionais portugueses inseguros sobre as suas competências. Os resultados foram retirados de um estudo realizado pela multinacional de Recursos Humanos Kelly Services, que num universo de 2500 inquiridos em Portugal chegou à conclusão que metade das pessoas se sentiam insatisfeitas com a formação actualmente ministrada pelos seus empregadores, pois “não vai ao encontro das suas necessidades futuras de carreira”.

Mais: “oito em cada dez inquiridos portugueses acreditam que as suas actuais competências estarão desactualizadas dentro de cinco anos”. Devido a este clima, os profissionais de recursos humanos estão a ser avaliados criticamente, com mais de metade (57 por cento) do total de inquiridos a afirmarem que os seus departamentos de RH não os ajudaram a atingir os seus objectivos profissionais.

O estudo da Kelly Global Workforce Index, que abrangeu 100.000 pessoas em 34 países (incluindo os 2500 entrevistados em Portugal) revela ainda que 81% dos inquiridos acreditam que a formação deve ser uma responsabilidade conjunta entre o empregador e o empregado, dando preferência a cursos de desenvolvimento profissional (41 por cento), de formação no local de trabalho (38 por cento), qualificações formais numa escola ou universidade (13 por cento) e de auto-aprendizagem (7 por cento).

Frank Weermeijer, director-geral da Kelly Services em Portugal, lembrou que “a actual conjuntura económica tem feito com que as pessoas se tornem muito conscientes das suas competências”: “As pessoas questionam-se se as mesmas serão suficientes para sobreviver à recessão e posteriormente, no período de recuperação económica”.

O trabalho efectuado pela multinacional apurou ainda que a geração com idades compreendidas entre os 30-47 “está mais preocupada com o nível de formação que recebem, sendo que 60% dizem que não é suficiente para melhorar as competências e avançar sua carreira”.

Entretanto, “91% dos baby boomers (com idades compreendidas entre os 48-65) diz que dentro dos próximos cinco anos as suas competências terão de ser actualizadas para acompanhar o ritmo das mudanças no local de trabalho”.

Já a chamada Geração Y (com idades compreendidas entre os 18-29) tem uma preferência por formação no local de trabalho ( on-the-job ) em comparação com os seus colegas mais velhos.

“Só muito recentemente fomos confrontados com a escassez de competências em muitos sectores e, a não ser que as competências e a formação sejam reforçadas, esta situação poderá ocorrer no futuro. O aumento da competição pelo emprego em conjunto com as alterações tecnológicas torna indispensável que os trabalhadores sejam apoiados para se tornarem ainda mais produtivos, através da melhor formação possível”, conclui Frank Weermeijer.

Refira-se que a Kelly Services promove anualmente um estudo a nível internacional sobre temas relacionados com o trabalho, denominado Kelly Global Workforce Index, sendo esta a primeira vez que Portugal participa. A multinacional americana que actua no sector do trabalho temporário e outsourcing está no mercado nacional desde o ano passado, altura em que adquiriu as subsidiárias portuguesas da Randstad Holding.





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