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Ensino profissional triplica em dez anos

O ensino profissional português conta já com cerca de 91 mil alunos, mostrando que para os estudantes esta é uma opção de futuro
08.01.2009


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Cátia Mateus
No ano em que se celebram os 20 anos do ensino profissional, o retrato parece motivador. Em dez anos, o ensino profissional mais do que triplicou, segundo dados do Ministério da Educação. Hoje, quase um terço dos estudantes do secundário frequenta estes cursos e a melhor notícia é que para 75% dos alunos a empregabilidade chega logo quando acabam a sua formação.

O Ministério da Educação não tem dúvidas do cumprimento da meta que havia estipulado para 2010: ter metade dos alunos do secundário no ensino profissional. Portugal tem hoje perto de 91 mil alunos no ensino profissional, sendo que 60,3% frequentam escolas secundárias públicas. Ainda assim, seguindo Luís Presa, presidente da Associação Nacional de Ensino Profissional (ANESPO), o país continua muito longe da fasquia já alcançada pelos países do Norte da Europa no que toca à população estudantil nesta via qualificante.

Para a ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues, “antes da aposta neste tipo de formação, a maior parte dos jovens não encontrava ao nível do ensino secundário uma resposta para as suas expectativas de percurso escolar e profissional”. Uma realidade que a ministra considerou — por ocasião do lançamento das comemorações dos 20 anos do ensino profissional em Portugal, esta semana — como uma das causas das “elevadas taxas de abandono e insucesso ao nível do ensino secundário”.

A verdade é que o número de alunos inscritos em cursos profissionais tem mantido crescimentos constantes desde há, pelo menos, dez anos quando estavam inscritos 27.995 alunos. O momento de viragem terá sido, como explica Luís Capucha, presidente da Agência Nacional para a Qualificação “após a primeira grande vaga na entrada de alunos em cursos profissionais nas escolas públicas no ano lectivo de 2006/2007”.

Estes cursos permitem aos alunos uma dupla certificação, tendo como principal propósito a inserção dos mais jovens no mercado de trabalho, apesar de também permitirem o prosseguimento de estudos no ensino superior.

E é na taxa de empregabilidade que estes cursos têm também um grande aliciante. Segundo o presidente da Associação Nacional do Ensino Profissional, Luís Presa, “as escolas profissionais privadas têm actualmente 35 mil alunos e os níveis de empregabilidade são de 75% à saída das escolas e 90% ao fim de um ano”.





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