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Ensino profissional já absorve metade dos alunos

Ensino profissional já absorve metade dos alunos

Os jovens portugueses perceberam finalmente que os cursos profissionais são uma ferramenta que pode fazer a diferença no seu futuro. Cerca de 50% dos alunos do secundário já segue esta via de ensino.
02.09.2010 | Por Marisa Antunes


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Cerca de metade dos alunos matriculados entre o 9º e o 12º ano nas escolas portuguesas estão em cursos profissionais. Uma meta que vem ao encontro das expectativas do ministério da Educação e que se insere na política de combate ao abandono escolar, onde se integram iniciativas como as Novas Oportunidades.

Um estudo realizado pelo departamento de Ciências da Educação e do Património da Universidade Portucalense, sob a orientação da professora Cláudia Teixeira, analisou os dados e concluiu ainda que são mais de 40 mil os jovens portugueses a frequentar entre o 9º e o 12º ano de escolaridade “que, por terem aderido a cursos profissionais ministrados no ensino secundário público, não terão abandonado prematuramente a escola, por opção ou por exclusão, nos últimos dois anos letivos”.

“Desta investigação resultou a convicção de que o ensino profissional tem fortes possibilidades de se tornar um veículo promotor do sucesso escolar, pois permite aos alunos desenvolverem os seus talentos individuais e contribuir para a diminuição das taxas de abandono escolar”, refere Ana Maria Cortez, investigadora no âmbito do Mestrado em Administração e Planificação da Educação da Universidade Portucalense.

Para determinar quais as aspirações dos jovens e de que forma o ensino profissional está a corresponder às suas expectativas, a investigação procedeu a um estudo junto de um grupo de 24 ex-alunos de cursos profissionais da Escola Secundária de Ermesinde. As conclusões foram animadoras: 63% dos jovens iniciaram uma experiência de trabalho logo após a conclusão do curso e, destes, 25% na mesma área de estudo. Mais: “a totalidade dos inquiridos indicou estar satisfeita com o currículo dos cursos, enaltecendo a sua versatilidade e cariz teórico-prático”, refere-se no estudo. Independentemente disso, 37% dos alunos prosseguiram os seus estudos, ingressando no Ensino Superior.

“A obtenção de uma dupla certificação – académica e profissional – foi por todos enaltecida como uma mais-valia, por lhes permitir, simultaneamente, prosseguir estudos e/ou iniciar a sua vida de trabalho”, acrescenta-se na investigação. Ainda segundo essa investigação, também os responsáveis das entidades formadoras externas destes alunos, salientaram estarem recetivos à sua empregabilidade nas instituições de que são responsáveis, reconhecendo a necessidade no mercado de trabalho destes técnicos de qualificação intermédia, que classificaram como “produtivos” e “com capacidade para resolver problemas com eficiência”.

Como reforçou Ana Maria Cortês, “esta avaliação feita por responsáveis e potenciais empregadores após terem tido uma experiência de colaboração escola-empresa é muito importante, pois significa a abertura a uma nova visão de escola, passando a encará-la como uma fonte de recursos humanos qualificados”. Recorde-se que o ensino profissional foi implementado nas escolas estatais em 2004, altura em que se iniciou uma reforma que permitiu às escolas secundárias públicas diversificarem a sua oferta formativa, oferecendo cursos profissionais de nível secundário idênticos aos desenvolvidos pelas escolas privadas. Nos primeiros tempos a adesão dos jovens foi tímida, mas em 2006, a partir da dinâmica gerada pela iniciativa “Novas Oportunidades” houve um autêntico “boom” de matrículas nos cursos profissionais das escolas públicas em 2006.

Os números são reveladores: dos 36.765 alunos que frequentavam o ensino profissional em Portugal, no ano letivo de 2004/2005, mais do que se duplicou em 2009, com o registo de matrículas a chegar aos 90.988. Sinais positivos e que trazem uma nova esperança no combate ao abandono escolar.



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