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Ensino das TIC em queda

Ensino das TIC em queda

Na última década, o número de horas de ensino lecionadas na área das Tecnologias de Informação e Comunicação na escolaridade obrigatória, sofreu uma quebra na ordem dos 200%, segundo um estudo realizado pela Universidade Portucalense.

25.03.2016 | Por Cátia Mateus


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A área tecnológica é apontada como um dos sectores de maior empregabilidade e aquele onde os recrutadores enfrentam desafios de contratação gerados pela ausência de profissionais disponíveis no mercado, com a formação e as competências técnicas específicas essenciais à função. A própria Comissão Europeia, prevê que em 2020 Portugal tenha 15 mil vagas de emprego por preencher (913 mil a nível europeu) no sector das TIC. Apesar disso, um estudo realizado pela Universidade Portucalense, agora divulgado, demonstra que ao longo de uma década, Portugal desinvestiu no ensino das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) no ensino obrigatório.

Em dez anos, o número de horas de aula lecionados do 1º ao 12º ano nesta área decaiu 200%. ?Carla Rêgo, autora do estudo “As TIC no currículo da escolaridade obrigatória”, analisou os currículos escolares de quatro países que ocupam os lugares cimeiros nos rankings da Educação - Reino Unido, Finlândia, Austrália e Estados Unidos - comparando-os com o caso português, para concluir que “Portugal mantém-se abaixo da linha de água no que respeita ao índice de políticas e de e-skills”, explica. Se há uma década, o número total de horas lecionadas entre o 1º e o 12º ano na área das TIC era de 157,5 horas, atualmente não excede as 52,5. Feitas as contas, “os alunos têm, atualmente, pouco mais de uma semana completa de trabalho para adquirir todas as competências necessárias na área TIC”, enfatiza a investigadora.

?Portugal ocupa, cm uma pontuação de 1,5 valores, numa escala de 1 a 5, a posição mais baixa entre os vários países analisados pela autora do estudo. O Reino Unido contrasta com a posição portuguesa, figurando no topo da tabela com a pontuação máxima. Para Carla Rêgo, “apesar de nos últimos anos se terem conhecido significativas evoluções na sociedade de informação, verifica-se atualmente um desfasamento entre as competências necessárias e as adquiridas pelos alunos, pelo que seria desejável que os objetivos da escola estivessem em consonância com a evolução e necessidades da sociedade”.

Todos os países analisados pela investigadora concordaram que o futuro da economia e produtividade constituem uma preocupação, considerando necessário e pertinente uma aposta estruturada na educação, valorizando as STEm (Science, Technology, Engineering and Mathmatics), logo a partir do primeiro ciclo. Contudo, em Portugal, a investigação conduzida por Carla Rêgo demonstra que “Portugal tem vindo a desinvestir no ensino das TIC no básico e secundário”. No programa de ensino nacional, só no 3º ciclo - no 7º e 8º anos - é que existe uma disciplina curricular específica de TIC. Nos restantes países, as competências digitais são desde cedo trabalhadas de forma autónoma.



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