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Emprego diplomático aumenta

09.01.2004


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Fernanda Pedro

O MINISTÉRIO dos Negócios Estrangeiros procedeu a um reforço significativo dos funcionários de diversas estruturas diplomáticas e consulares. Dos 27 trabalhadores que dispunha espalhados em diversos países, estes aumentaram para 62.


Um crescimento necessário, que, segundo José Cesário, secretário de Estado das Comunidades Portugueses, "foi originado pelo crescimento da emigração portuguesa nos últimos anos".

Com esta medida, o Estado pretende dotar as embaixadas e os consulados dos meios humanos indispensáveis para uma maior eficácia na acção política-diplomática e para um serviço consular mais próximo dos utentes.

José Cesário revela mesmo que em determinados consulados portugueses a procura de apoio por parte dos nossos emigrantes tem sido muito intensa e não existiam até agora os meios humanos necessários para os auxiliar. "Agora vamos suprir os problemas mais gritantes dos nossos emigrantes", assegura o governante.

Os casos mais graves de falta de técnicos consulares registam-se nas cidades de Londres, S. Paulo e Rio de Janeiro e também em Andorra. José Cesário refere que em 10 anos o número de portugueses em Londres subiu de 40 mil para 120 mil e "isso resulta numa grande procura de apoio por parte dos nossos emigrantes".

Por esse motivo, aos oito funcionários do Consulado Geral de Portugal na capital inglesa juntaram-se mais quatro. Em S. Paulo passou de um para três, no Rio de Janeiro de quatro para seis e na secção consular da Embaixada de Portugal em Andorra passou de dois para três.

Também em Caracas foi necessário contratar mais dois trabalhadores consulares para juntar aos dois existentes nessa cidade, devido à crise que se instalou no país. "A grande instabilidade económica da Venezuela também atingiu os portugueses que aí vivem e o apoio consular tem sido imprescindível", explica o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.

Já em França, um dos países de grandes tradições na recepção de emigrantes portugueses, o trabalho dos funcionários dos consulados reside no apoio às questões relacionadas com as pensões, devido à "população de emigrantes envelhecida", salienta o membro do Governo.

A decisão de contratar mais funcionários consulares foi tomada em articulação com o Ministério das Finanças e José Cesário deseja que este reforço dos recursos humanos melhore as condições dos postos consulares mais complicados e sujeitos à procura dos emigrantes portugueses.





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