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Economia verde cria 25 milhões de novos empregos

Economia verde cria 25 milhões de novos empregos

A chamada economia verde está a crescer de vento em popa. A Organização Mundial do Trabalho estima que até 2030, o sector será capaz de gerar qualquer coisa como 25 milhões de novos empregos. Mas Portugal, que em 2009 foi considerado o terceiro país da União Europeia com maior incorporação de energias renováveis, pode perder este comboio, se deixar cair os necessários investimentos no sector.
27.04.2012 | Por Cátia Mateus


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Está em marcha o que muitos já apelidam de terceira revolução industrial. Uma revolução centrada nos princípios ecológicos e na designada economia verde que já emprega perto de três milhões de profissionais em todo o mundo e que deverá alcançar até 2030, os 25 milhões de novos empregos, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT). O potencial deste mercado é reconhecido a nível global e em matéria de emprego é transversal a áreas tão diversas como a economia, engenharia, biologia, marketing, comunicação e até direito. Os dados do mais recente Eurobarómetro sobre PME e a eficiência dos recursos e mercados verdes, não deixam grande margem para dúvidas. O relatório, divulgado em finais de março, revela que 37% das PME europeias têm pelo menos um colaborador a trabalhar, a tempo inteiro ou em regime parcial, em prol da chamada economia verde. O documento conclui ainda que as PME estão mais orientadas para esta consciência ecológica do que as grandes organizações, liderando a criação de empregos verdes. Em 2012, um em cada oito trabalhadores de empresas de média e pequena dimensão, desempenhavam funções associadas à economia verde, representando 13% de todos os postos de trabalho criados neste universo empresarial. Mas as ambições da Comissão Europeia são mais altas. Durão Barroso coloca parte da esperança de diminuição das taxas de desemprego europeias neste sector e aponta para que nos próximos anos o número de empregos por ele gerados possa representar já 35% dos empregos existentes. Segundo o comissário europeu da Indústria e Empreendedorismo, António Tajani, “o esforço das empresas nesta matéria merece destaque, mas ainda há muito a fazer”. O comissário acrescenta que é imperativo que a Europa siga a via que conduz à terceira revolução industrial e que é capaz de gerar novos empregos numa área vital. “Se queremos ser competitivos temos de inovar e isso significa apostar na economia verde”, assegura Tajani. O comissário reconhece que as PME europeias estão já a aproveitar em força o potencial desta economia e diz não ter dúvidas de que esse esforço será recompensado maior crescimento e criação de emprego. Contudo, reconhece que para cumprir com sucesso esta missão, “são necessárias medidas políticas que impulsionem este motor de crescimento”. Para António Tajani, são fundamentais os incentivos financeiros e fiscais para quem quer investir nesta área, mas também a diminuição da burocracia administrativa associada o sector. E é ai que Portugal pode deixar cair por terra a posição favorável que ocupa. O país surge bem cotado neste primeiro Eurobarómetro do sector que refere que 88% das PME portuguesas tomam já medidas efetivas de eficiência energética. A percentagem é a mais alta de toda a Europa, superando mesmo Espanha e o Reino Unido. As PME portuguesas estão também bem posicionadas no que toca às medidas de redução de lixo (65%), reciclagem (80%), poupança de recurso materiais (83%), poupança de água e até lideram a lista de PME que pretendem começar a disponibilizar produtos e serviços verdes já nos próximos dois anos. Mas, o país pode colocar em risco os bons resultados se deixar de investir no sector. Portugal viu recentemente serem congeladas as atribuições de novas licenças para a produção de eletricidade em regime especial, o afetará sobretudo a produção de geração eólica e cogeração. E o próprio Consórcio ANEOP (Eólicas de Portugal) já alertou para a possibilidade do sector ver extinguir 130 mil empregos nas renováveis. Segundo a Direção Geral de Energia e Geologia, Portugal foi em 2009 o terceiro país da UE com maior incorporação de energias renováveis, mostrando a sua capacidade para se posicionar competitivamente nesta economia verde e gerar emprego. Os incentivos financeiros foram considerados pela quase totalidade das PME europeias como a melhor maneira de impulsionar a sustentabilidade das suas operações e fazer crescer os produtos e serviços que disponibilizam e, consequentemente, gerar emprego. 51% das empresas consideram, segundo o estudo, a bonificação fiscal e os empréstimos como as medidas políticas mais eficazes para apoiar os investimentos e expansão da economia sustentável. Até 2013, o Programa Competitividade e Inovação (em vigor desde 2007) deverá ter proporcionado um financiamento de 30 mil milhões de euros a mais de 315 mil PME europeias.


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