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Direito: os novos desafios da empregabilidade

Direito: os novos desafios da empregabilidade

Direito é um dos cursos com maior número de vagas disponíveis anualmente e maior número de licenciados a tentar a sua sorte num mercado de trabalho cada vez mais competitivo. A profissão não está imune às elevadas taxas de desemprego nacionais, razão pela qual a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa iniciou no ano passado um projeto que visa aproximar os alunos da instituição aos potenciais recrutadores. A segunda edição das Jornadas da Empregabilidade já está em marcha e recebe na próxima semana a Feira de Emprego.

25.10.2013 | Por Cátia Mateus


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Para a universidade é uma forma de aproximar a instituição e os seus estudantes do mercado de trabalho, para os alunos a montra ideal para conhecerem e se dar a conhecer às grandes sociedades de advogados e outros recrutadores. Desde 2012 que Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (FDUL) organiza, através do seu Gabinete de Saídas Profissionais e da Associação Académica, as Jornadas da Empregabilidade que integram uma Feira de Emprego. O evento arranca na próxima semana, de 29 a 30 de outubro, com 30 recrutadores presentes.

Abreu Advogados, Albuquerque & Associados, Garrigues, FIND, In-Lex, KPMG, Linklaters, Macedo Vitorino & Associados, PLMJ, SRS Advogados, Vieira de Almeida & Associados ou Gomèz-Acebo & Pombo são algumas das 30 sociedades e empresas a marcar presença na Feira de Emprego da FDUL. Rui Pinto, sub-diretor da instituição, explica que “o principal objetivo da feira é a aproximação cada vez maior entre as entidades empregadoras e o meio académico, numa lógica de reciprocidade, de modo a potenciar oportunidades de estágio, emprego e formação profissional junto da comunidade de estudantes e, sobretudo, promover o contacto direto entre o aluno e a empresa”.

A Feira de Emprego anual que a FDUL realiza está enquadrada num projeto mais vasto que são as Jornadas da Empregabilidade, já a decorrer. Entre as diversas atividades previstas para o evento estão sessões de esclarecimento sobre temas ligados à empregabilidade e ao emprego, processos de recrutamento, perfis profissionais mais procurados, remuneração e comportamento em sessão de entrevista, mas também, informações sobre a mobilidade de advogados dentro do espaço europeu, workshops de apoio prático à elaboração de currículos e cartas de apresentação e outras sessões informativas. Para o sub-diretor, o momento atual é desafio para os jovens licenciados na área do Direito. Rui Pinto reconhece que é fundamental “adequar o ensino e o estudante à realidade do mercado”, tanto mais que “a advocacia é essencial para o Estado de Direito”.

O sub-diretor diz esperar que “a atual saturação do mercado seja rapidamente ultrapassada” e destaca a intervenção contínua da FDUL na aproximação dos seus alunos à empregabilidade. Anualmente, a faculdade envia às entidades presentes na feira uma lista dos seus melhores alunos, celebrando protocolos para o recrutamento anual de estagiários. Mas para o sub-diretor, esse não deve ser o único cuidado das instituições. “Uma boa qualidade de ensino é condição sine qua non para a empregabilidade e nesse sentido temos vindo a desenvolver mestrados profissionalizantes, visando dotar os recém-licenciados de instrumentos práticos de uso do Direito”, explica Rui Pinto destacando também a importância de “ajudar os alunos a procurar postos de trabalho num mercado estagnado”, o que exige “uma maior atenção tanto ao perfil do licenciado, como do empregador e uma abertura a novos mercados, incluindo o estrangeiro”, enfatiza.

Para Rui Pinto, “o tema das saídas profissionais é indispensável nos sistemas atuais de ensino superior. A inserção do aluno na vida ativa, além do valor específico que representa para ele, permite aferir a real eficácia do ensino de uma instituição e dialogar com os actores jurídicos, sejam institucionais ou privados”. A faculdade, esclarece o responsável, “não determina nem o sentido, nem a intensidade das ofertas de trabalho, mas deve ter uma especial preocupação com o percurso profissional dos alunos, sobretudo dos que tenham notas regulares ou que não tenham ligações profissionais, familiares ou pessoais ao mundo jurídico”. Rui Pinto enfatiza também a importância da universidade apoiar também os estudantes com orientação profissional e preparação para o mercado de trabalho. 



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