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Direito de resposta - Centros de emprego pouco eficazes

25.07.2003


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NO QUE se refere ao artigo publicado no artigo do Expresso/Emprego de 03.07.12. intitulado - "Centros de Emprego pouco eficazes" julgamos pertinente tecer algumas considerações:

- O comentário, perante a possibilidade da publicação do artigo com base no estudo aí especificado, foi-nos solicitado a menos de 24 horas, como é hábito, do chamado "deadline" do jornalista em causa. Apesar disso, enviei antes desse limite a posição do IEFP por escrito;

- É natural que qualquer Serviço Público de Emprego e Formação (SPEFP) se defronte com uma contradição com a qual tem que saber viver.

As expectativas legítimas dos desempregados tendem sempre, sobretudo em épocas de maior desemprego, a superar a sua capacidade e o seu empenho, pela simples razão de que têm uma função complementar, e logo selectiva, face àquilo que determina, no essencial, a situação real no mercado de trabalho - a actividade económica e a respectiva evolução

O IEFP desde Maio de 2000 já realizou quatro inquéritos ao atendimento (o últimos dos quais apresentado em Junho de 2003 mas realizado em Março de 2003). No caso do estudo referido pelo vosso jornal a amostragem envolvia 1212 jovens à procura do primeiro emprego e 1284 desempregados de longa duração (DLD).

Em Março de 2003 o número de referência para estas amostras era de 68.433 jovens desempregados e de 148.327 respectivamente.

Os inquéritos do IEFP não são por amostragem, no sentido habitual do termo. São exaustivos para todas as pessoas que se dirigiram a um Centro de Emprego num determinado dia escolhido ao acaso.

As taxas de resposta, por via postal e tratadas informaticamente, nos primeiros três casos no Departamento de Estatística do então MTS e, no último caso, no IEFP oscilaram entre os 44,5% e os 57,5% (no inquérito de Março de 2003).

Numa escala com o máximo de quatro pontos, o inquérito de Março de 2003 apresentava os seguintes valores:

Atendimento global - 3,69 (3,04 em Maio de 2000);
Brochuras e outro material de informação - 3,38;
Adequação das instalações - 3,74;
Organização dos serviços - 3,56;
Competências dos funcionários - 3,77;
Simpatia dos funcionários - 3,84;
Empenhamento na resolução do assunto - 3,62.

Estes valores estão ao mesmo nível dos inquéritos anteriores, apresentando a sua evolução uma ligeira melhoria ao longo do tempo.

Estes dados foram fornecidos por escrito ao autor do artigo do vosso jornal. Na medida em que se expressa uma avaliação global sobre os Centros de Emprego no próprio título, alimentei a legítima expectativa que os dados fornecidos pelo IEFP pudessem ser contrapostos como uma visão alternativa sobre o mesmo assunto, tal como me parece ser a boa aplicação dos princípios da deontologia da informação.

O ignorá-los de forma selectiva e intencional acaba por resultar no reforço de uma das posições em detrimento da outra, o que configuraria um processo de manipulação da informação.

- O recurso a afirmações individuais dos desempregados podem permitir a ilustração de aspectos qualitativos e não a sua extrapolação para o universo, porque em grandes números é sempre possível encontrar alguém que esteja em todas as possíveis posições do leque de opiniões.

Caso contrário, poderíamos estar a avaliar o funcionamento dos serviços em qualquer sentido apenas dependendo da pessoa concreta que expressa a respectiva opinião.

- Por último, constata-se que o estudo que serviu de base ao artigo, tem o sugestivo título de "Avaliação do Impacto da Estratégia Europeia para o Emprego em Portugal" conta com 180 páginas, das quais foram apenas consideradas relevantes as 4,5 páginas respeitantes aos Centros de Emprego.

Certo de que V. Exa. não deixará de procurar informar correctamente os leitores do prestigiado jornal que dirige, e no pressuposto de que encetará as devidas diligências para o efeito.

Com os melhores cumprimentos, o presidente da Comissão Executiva,

Mário Caldeira Dias





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