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Desemprego oculto

Desemprego oculto

Há quase 50 mil desempregados, que continuam sem trabalho mas que “desapareceram” das listas do IEFP de um mês para o outro. A acusação é do economista Eugénio Rosa.
30.12.2009 | Por Marisa Antunes


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A precariedade social e os números do desemprego divulgados mensalmente pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) não correspondem à realidade, acusa o economista Eugénio Rosa, responsável pelo centro de estudos económicos da CGTP-In. De acordo com o especialista da Inter-sindical, o IEFP “procura reduzir todos os meses os números do desemprego registado para assim reduzir a gravidade da situação aos olhos da opinião pública”.

O economista justifica: “No último dia de Outubro de 2009 , existiam nos ficheiros dos Centros de Emprego 517.526 pessoas, de acordo com o próprio IEFP. Durante o mês de Novembro inscreveram-se mais 61.204 desempregados, e entretanto, os Centros de Emprego arranjaram emprego para 5.549 que estavam sem trabalho. Portanto, se somarmos aos 517.526 que transitaram de Outubro para Novembro, o número de desempregados que se inscreveram durante o mês de Novembro (61.204) e se depois retirarmos à soma assim obtida aqueles que os Centros de Emprego colocaram (5.549), obtém-se 573.181, que era o número de pessoas que deveria existir nos registos no fim de Novembro de 2009”.

Mas tal não acontece. Segundo Eugénio Rosa, o IEFP divulga o número de desempregados que estavam inscritos no fim do mês de Novembro de 2009 , ou seja, apenas o desemprego registado. E de acordo com a «Informação Mensal do Mercado de Emprego» de Novembro de 2009 (a nº 11 de 2009), as pessoas registadas nos Centros de Emprego, em 30.11.2009, atingiu apenas 523.680. Para o economista da CGTP-In, os valores só não são mais elevados “porque o IEFP faz todos os meses uma limpeza sistemática dos ficheiros dos Centros de Emprego não se dando ao trabalho de apresentar qualquer justificação na «Informação Mensal» que publica indicando as razões dessa ‘limpeza'”. Uma ‘limpeza' que, feitas as contas, se traduz em menos 49.501 pessoas sem trabalho.

Eugénio Rosa lembra ainda que “ao ter esse comportamento, o IEFP apenas mostra que não se sente à vontade para tornar pública as razões que o levaram a eliminar o elevado número de desempregados que estavam inscritos”, lamentando ainda que os órgãos de comunicação social, incluindo os canais de televisão, “ocultem a gravidade extrema da situação social do país”. De acordo com o IEFP, em Novembro, o desemprego atingia 523 680 pessoas, mais 6154 do que em Outubro e mais 115 082 do que em Novembro de 2008.



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