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Compal forma empreendedores agrícolas

Compal forma empreendedores agrícolas

O Centro de Frutologia Compal vai iniciar em fevereiro a sua primeira academia de formação.
20.12.2012 | Por Cátia Mateus


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A Compal vai apoiar os jovens empreendedores agrícolas que pretendam instalar-se, aumentar ou reconverter as suas explorações. Para isso, está a selecionar os primeiros empreendedores que integrarão a edição inaugural da Academia do Centro de Frutologia Compal que arranja já em fevereiro do próximo ano. Nesta primeira edição da formação, serão admitidos 12 participantes, com idades entre os 18 e os 40 anos. Além da formação de 46 horas, a iniciativa contempla a atribuição de três bolsas de instalação no valor de 20 mil euros cada, para os três melhores projetos apresentados. Contribuir para o desenvolvimento do sector fruticula, estimulando a inovação ao nível da produção de fruta é a grande meta desta projeto de formação liderado pelo Centro de Frutologia Compal. Segundo José Jordão, presidente do centro, “a academia irá, a par com a formação, possibilitar aos jovens empreendedores participantes, uma relação e intercâmbio de conhecimentos e experiências com produtores, técnicos e empresários agrícolas, de modo a que conheçam as características, constrangimentos e exigências do sector”. O responsável explica que “Portugal reúne um conjunto de condições favoráveis (solo, clima, recursos hídricos, horas de sol) que fazem da fruta portuguesa um produto de excelência ao nível da sua qualidade e sabor. No entanto, o sector frutícola depara-se com uma série de constrangimentos que travam a sua competitividade”. Entre os desafios atuais, as entidades do setor frutícola apontam a dificuldade em assegurar escala de produção e a inexistência de processos proficientes de inovação (nomeadamente a ausência de teste e o consequente aumento do risco da atividade de produção) como grandes exemplos de necessidades a colmatar. Foi a pensar em ultrapassar estes entraves que o Centro de Frutologia Compal deu forma à sua academia de formação, cujas metas passam por “potenciar o desenvolvimento da fruticultura, valorizar a produção de fruta nacional e estimular a inovação ao nível da produção da matéria-prima, através da qualificação dos recursos humanos do setor”, mas também “por possibilitar a aquisição dos conhecimentos que suportam a prática sustentável da fruticultura, respondendo às necessidades do mercado e considerando sempre as diferentes exigências e especificidades por espécies”, explica José Jordão. A primeira edição da academia começa com um programa, composto por um conjunto de sessões no terreno, módulos teóricos e visitas a explorações agrícolas modelo e a centros de experimentação, e culmina com a atribuição das três bolsas aos melhores projetos. “A Compal irá adquirir preferencialmente o excedente da fruta produzida por estes três produtores, dentro das suas necessidades de matéria-prima, comprometendo-se a apoiá-los na identificação de outros canais de escoamento da produção”, explica o responsável do centro. A formação abarcará sessões no terreno, onde os formandos demonstrarão a aplicação dos conhecimentos que suportam a prática sustentável da fruticultura ao longo da cadeia de produção, mas também módulos de formação teórica que possibilitam a aquisição dos conhecimentos desde a preparação do projeto e a instalação do pomar até à comercialização dos produtos, considerando sempre as diferentes exigências e especificidades por espécies. Ambas as valências serão acompanhadas de visitas a visitas a explorações agrícolas modelo e a centros de experimentação, com o intuito de dar a conhecer casos de sucesso, reconhecidos pela utilização de processos e técnicas inovadoras na área da fruticultura ou que sejam exemplo de boas práticas no âmbito da produção e gestão agrícola. Destinada a jovens empreendedores, com idades compreendidas entre os 18 e os 40 anos (até 31 de julho de 2013), “que pretendam instalar-se numa exploração agrícola ou que assumindo a gestão e a titularidade de uma exploração agrícola se comprometam a aumentar a dimensão da mesma ou a reconvertê-la, produzindo uma das seguintes frutas: Ameixa, Ameixa Rainha Cláudia, Maçã, Marmelo, Pêssego e/ou Pêra Rocha”, a Academia tem neste momento a decorrer as suas candidaturas. A formação tem início em Fevereiro e prolongar-se-à por três meses. Para José Jordão, “com a atual conjuntura a agricultura voltou a ser atraente sobretudo para muitos jovens que vêm nesta opção uma alternativa à emigração ou ao desemprego”. Segundo o especialista esta foi uma das razões que conduziu à criação deste projeto. “É fundamental apostar na construção de soluções que visam a sustentabilidade do setor, em especial do setor frutícola que enfrenta grandes desafios”, conclui.


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