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Cidades mais dinâmicas

As regiões do Norte e Lisboa e Vale do Tejo são responsáveis pela criação de mais de 60% de postos de trabalho
01.06.2007


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Marisa Antunes
Concentram mais de metade do desemprego do Continente, mas são também as regiões que registam o maior fluxo de ofertas de trabalho a dar entrada nos centros de emprego. A zona Norte e Lisboa e Vale do Tejo contribuíram respectivamente com 32.443 e 29.127 propostas (61%) de um fluxo total de 101.076 geradas ao longo do ano de 2006.

As estatísticas mais recentes do IEFP (Instituto do Emprego e Formação Profissional) relativas aos últimos três meses deste ano (de Fevereiro a Abril) dão conta da chegada de 1063 pedidos de entidades empregadoras aos centros de emprego de Lisboa, a um ritmo de 11 por dia. Só em Abril deste ano, logo após a capital (com 290 pedidos) e Coimbra, com 204, surgem várias cidades do Norte, como Braga e Porto, ambas com 202 propostas, Vila Nova de Gaia com 160, Matosinhos com 191, 106 para Guimarães e Barcelos com 122 pedidos.

O Norte continua a evidenciar algum dinamismo na oferta de trabalho ligada à indústria, mas é, sem dúvida, o sector do comércio e serviços que se destaca na criação de trabalho. O relatório anual do IEFP salienta que “o sector terciário foi o grande receptor das ofertas de trabalho (62,9%), seguindo-se o secundário com cerca de 34%”. A nível mais desagregado, assumem relevância nos serviços as “Actividades imobiliárias, informática, investigação e serviços prestados a empresas”, os “Hotéis e Restaurantes” e o “Comércio por grosso e a retalho”.

No sector industrial, o especial enfoque vai para a “Construção”, a “Indústria do Vestuário” e a “Indústria metálica de base e fabrico de máquinas e equipamentos”. Como realça o economista Eugénio Rosa, “o sector terciário é o que ocupa mais peso na nossa economia, até porque na nossa indústria os investimentos são reduzidos e a criação de emprego continua baixa.

Durante a última década, notou-se uma grande desindustrialização. A quebra do emprego na indústria tem sido muito acentuada a nível nacional, na agricultura os valores do emprego têm-se mantido elevados, rondando os 10% — muito acima da média comunitária que se fica pelos 4% —, acentuando-se, a par de tudo isto, o peso dos serviços, que não necessitam de grande investimento no emprego”.

As ofertas emitidas ao longo de 2006 e tendencialmente, nos primeiros meses deste ano, mostram, de facto, o predomínio dos “Serviços” em todas as regiões, com excepção do Norte onde a liderança cabe ao sector secundário que detém 50% do total das ofertas dessa região. A nível regional, como realça o relatório do IEFP, verifica-se que a criação de emprego é inerente às particularidades de cada zona.

À excepção da “Construção” e do “Comércio por grosso e a retalho”, actividades com forte representatividade em todas elas, sobressai no Norte a “Indústria do Vestuário” e a “Fabricação dos têxteis”. No Centro, a “Administração pública, educação, saúde e acção social”. Já em Lisboa e Vale do Tejo destacam-se as “Actividades imobiliárias, informática, investigação e serviços prestados a empresas”, no Alentejo, a “Agricultura, pecuária, caça, silvicultura e pesca” e no Algarve, os “Hotéis e Restaurantes”.





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