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Católica promove indústrias tradicionais

Em tempo de crise, as notícias sobre o aumento do desemprego não páram de se suceder. Entre os setores mais penalizados estão as indústrias tradicionais portuguesas. Uma realidade que a Católica-Lisbon quer inverter com o seu projeto “Globalização e Inovação nas Indústrias Tradicionais Portuguesas”.
31.03.2011 | Por Cátia Mateus


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Cerâmica, calçado e têxtil são algumas das indústrias tradicionais que em Portugal já viveram melhores dias. Apesar do negro cenário, o país tem casos de sucesso nacional e internacional nestes setores. Exemplos como a Lanidor, a Loja do Gato Preto, a Delta Cafés, a Fly London, a Renova, o Azeite Galo ou a Sacoor dão cartas em Portugal e no estrangeiro, mas não são suficientes. É preciso replicar estes modelos e é isso que se propõe ajudar a fazer a Católica - Lisbon, School of Business & Economics com o projeto “Globalização e Inovação nas Indústrias Tradicionais Portuguesas”.

Com esta iniciativa a instituição de ensino quer incentivar as gerações mais jovens a serem os líderes de amanhã, nomeadamente no que diz respeito ao desenvolvimento das indústrias tradicionais. “Muitas empresas portuguesas, com pessoas altamente qualificadas e produtos excelentes em várias áreas como o têxtil, o calçado, agro-alimentar ou cerâmica, sabem como produzi-los, mas não sabem como comercializá-los no mercado doméstico ou global”, revela Fátima Barros, diretora da Católica Lisbon.

Segundo a responsável daquela que foi a primeira escola portuguesa a ter a Triple Crown, detida por menos de 40 Top Business Schools em todo o mundo, “o que a Católica-Lisbon decidiu fazer com este projeto foi promover o seu know how interno, inspirando-se em exemplos de empresas portuguesas com graus de internacionalização e dimensões muito diferentes como a Ach Brito, a Renova e a Delta e incentivar as gerações mais jovens a encararem as indústrias tradicionais como uma oportunidade que pode vir a criar emprego”.

O projeto da Católica-Lisbon visa assim captar o talento que pode vir a encontrar uma solução para o contexto empresarial adverso que agora se vive. “A inovação é um dos pilares estratégicos da escola, que a considera fator essencial para a viabilização de alguns projetos das indústrias tradicionais”, enfatiza Fátima Barros.

Inspirado no apelo de J. F. Kennedy “não perguntem o que o vosso país pode fazer por vocês. Perguntem o que vocês podem fazer pelo vosso país”, a Católica- Lisbon arrancou em novembro último com este projeto ambicioso que contempla várias valências. O ponto de partida deste projeto foi uma sessão de formação para os professores do ensino secundário com o tema “O que têm em comum a bicicleta de montanha, a internet e as aplicações do iphone?”. A aula foi lecionada pelo professor Pedro Oliveira, especialista em inovação, que colabora com Eric Von Hippel, do MIT.

Numa segunda fase, a Católica-Business deu início à Semana de Economia & Gestão onde mais de 600 alunos do ensino secundário foram postos à prova com o Desafio Renova. “A missão foi a de apresentarem ideias criativas e inovadoras que pudessem ser adaptadas pela marca. Os autores das cinco melhores ideias terão oportunidade de passar um dia na empresa e apresentá-las ao diretor geral e à restante direção”, explica a diretora da escola. Este projeto que se encontra em desenvolvimento, culmina com a atribuição do Prémio Católica Professor Xavier Pintado onde serão premiadas as três equipas mais criativas e inovadoras e os seus professores. Os vencedores apresentarão os seus projetos em Bruxelas, ao Parlamento Europeu. Para a Católica, “todos têm um papel a desempenhar na resolução do contexto económico atual e a energia e motivação das gerações futuras pode marcar a diferença”.



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