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Antecipar as necessidades de formação é fundamental

Antecipar as necessidades de formação é fundamental

Com a taxa de desemprego nacional a subir, são cada vez mais os profissionais que para se tornarem mais competitivos investem nas suas qualificações. Mas para que a estratégia dê frutos reais, é necessário escolher bem a formação em que se vai investir. O primeiro passo é ter a convicção de que um curso, por si só, já não é garantia de emprego. O essencial é perceber, e até conseguir antecipar, as qualificações que o mercado e as empresas vão necessitar. Ciências, engenharias (nos seus diversos ramos) e tecnologia, continuam a apresentar sinal verde para os profissionais que nelas queiram investir.
15.06.2012 | Por Cátia Mateus


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Para o Governo, a formação adequada é uma das ferramentas chave para combater o desemprego nacional. O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, reforçou esta semana, na Comissão Parlamentar de Trabalho onde foi ouvido, o investimento do Estado nesta matéria adiantando que 93.268 mil desempregados foram já encaminhados para ações de formação nos últimos meses. O governante salientou, contudo, a importância desta formação se ajustar a áreas que constituam reais necessidades no mercado laboral. Só um investimento desta forma, garante, será eficiente na inversão das situações de desemprego. Ter uma licenciatura, ser mestre ou até doutorado já não tem, necessariamente, um impacto direto na questão da empregabilidade. Em tempo de despedimentos, nenhum cargo está seguro e são cada vez mais os profissionais que procuram no mercado um curso que lhe abra novas portas ou reforce as suas competências profissionais. Para os que estão numa situação de desemprego e procuram regressar ao mercado de trabalho, a aposta vai sobretudo para a reconversão profissional apostando em formações de curta ou média duração em idiomas, tecnologias, liderança, gestão ou técnicas comerciais. Áreas que podem de facto abrir portas, mas que não garantem por si só uma reconversão profissional com empregabilidade assegurada. Para os mais jovens, que decidem a formação na qual vão investir, o conselho dos especialistas é prudência. A licenciatura já não é suficiente para conseguir emprego e somar pós-graduações e mestrados em áreas diversas pode até ter o efeito negativo do já muito em voga “excesso de qualificações” aos olhos dos empregadores. O segredo, como alertam os principais players nacionais de recrutamento e seleção ao longo dos meses foram abordando estes temas no habitual Barómero RH do Expresso Emprego, é saber identificar as reais necessidades do mercado e antecipar aquilo que a empresas vão necessitar no futuro. É certo que não há receitas de sucesso, mas há cursos em que é fácil perceber que o país tem excesso de oferta. Numa tentativa de orientar as necessidades formativas no país e das empresas, e também as escolhas dos portugueses em matéria de formação profissional (onde uma importante parcela dos cursos registam taxas de empregabilidade superiores a 80%), o ministério da Educação e da Ciência tem delimitadas 16 áreas prioritárias em matéria de ensino profissional, para o próximo ano letivo. Neste grupo estão cursos como a energia, a metalurgia, a eletricidade, eletrónica e automação, metalomecânica, pescas, turismo e lazer, produção agrícola, tecnologias de informação, processos químicos, proteção ambiental, entre muitos outros. São essencialmente áreas com enfoque nos serviços, capazes de gerar emprego, numa altura de adversidade. E embora esta orientação vigore para as várias escolas secundárias do país com ensino técnico-profissional, servirá também de reflexão para os profissionais jovens e mais séniores que decidam enveredar por esta via de qualificação. Para os que optem pelo investimento na formação superior, também aí a meta do Governo é delimitar as hipóteses de expansão de cursos sem empregabilidade e sem adequação ao mercado de trabalho nacional. O despacho que regula a fixação de vagas para o ensino superior foi esta semana divulgado no sítio online da Direção Geral de Ensino Superior e impõe que a abertura de mais vagas, além das autorizadas para o ano letivo de 2001-2012, para determinados cursos só será concedida em “situações particulares” e apenas quando as instituições consigam provar a empregabilidade dos cursos em causa. No despacho, a DGES recomenda ainda que as instituições redistribuam as vagas que têm disponíveis, aumentando assim o número de alunos nos cursos de ciências, matemática, informática e engenharias, considerados com maior possibilidade de integração profissional. No reverso da medalha nesta lista de prioridades formativas estão os cursos ligados ao ensino básico e formação para educadores de infância. O Governo identifica excesso de oferta nestas áreas e impõe até às universidades e politécnicos uma redução de pelo menos 20% das vagas nestas áreas. E o corte não chega apenas à licenciatura. Alguns mestrados devem também ver reduzida a sua oferta, nomeadamente, nos de habilitação profissional para a docência.


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