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A startup portuguesa que atraiu a Endesa

A startup portuguesa que atraiu a Endesa

Aos 34 anos, João Paulo Pinto lidera a IONSEED, a startup portuguesa que na passada semana se destacou em Madrid como uma das vencedoras do programa Incense, a competição internacional de tecnologias limpas e energia apadrinhada pela Endesa. Do seu currículo fazem parte vários projetos empresariais, a IONSEED nasceu para resolver um problema de aquecimento de água durante os meses de inverno. 

13.02.2016 | Por Cátia Mateus


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Como quase todas as boas ideias de negócio, a IONSEED também nasceu da necessidade de resolver um problema. Quando um dos mentores da empresa decidiu instalar em sua casa painéis solares para aquecimento de água esperava que o sistema funcionasse na perfeição, o que não aconteceu. “Durante o Inverno, os painéis solares raramente conseguiam aquecer a água a uma temperatura mínima que não precisasse de ser reaquecida com uma caldeira a gás natural”, relembra João Paulo Pinto, CEO da IONSEED.

Para aumentar a disponibilidade de água quente nos meses frios, o empreendedor criou uma tecnologia - a IVIT - que permitia controlar a quantidade de água em aquecimento num depósito dependendo da energia disponível, bem como dos consumos estimados. Estas tecnologia, entretanto patenteada e licenciada a terceiros em algumas zonas geográficas, serviu de base ao desenvolvimento de conceitos de controlo cada vez mais evoluídos, entre os quais a IONSEED, a plataforma agora premiada pela Endesa, em Madrid, que permite o controlo integrado de diversos equipamentos ligados à área da energia com recurso à cloud.

?Atualmente, “cada fabricante de equipamentos com capacidade de I&D tenta impor ao mercado a sua tecnologia, o que causa problemas de compatibilidade e interoperabilidade”, explica João Pinto acrescentado que fabricantes mais pequenos podem ter dificuldades em explorar novos conceitos de controlo. Ao criar uma plataforma tecnológica que une vários intervenientes no sector da energia, “a IONSEED ambiciona ser esse elo de ligação”, explica o empreendedor.

A startup está atualmente focada em dotar equipamentos já existentes no mercado com características únicas através da sua ligação a redes de comunicação IOT (Internet of Things, que viabilizam a ligação entre aparelhos domésticos e a Internet). “Desta forma, fabricantes redefinem os seus produtos atuais tornando-os mais competitivos, ao mesmo tempo que empresas de serviços melhoram a qualidade das suas ofertas e exploram novos modelos de negócio”, realça.

?A empresa foi registada em 2013, mas só no início do ano passado a plataforma IONSEED entrou no mercado. Com ela foram criados seis postos de trabalho diretos, mas novas contratações estão já em curso, maioritariamente na área informática, para fazer face ao crescimento e expansão da atividade. O programa Incense distinguiu 28 empresas, atribuindo a cada uma um prémio até 150 mil euros, bem como acompanhamento de consultoria. A IONSEED foi a única startup portuguesa distinguida.

BI Empresarial

Promotor:
João Paulo Pinto, 34 anos, licenciado em Engenharia Mecânica e com um percurso consolidado como empreendedor, onde se soma a responsabilidade e colaboração no lançamento de vários projetos empresariais, entre os quais uma clínica médica , uma empresa de produto responsável por uma tecnologia de micro-CHP e uma empresa dedidaca ao desenvolvimento de projetos complexos na área da engenharia.

Data de criação:
A empresa foi registada em 2013, mas o projeto IONSEED, tal como é atualmente, arrancou no início de 2015.

Área de atividade:
A IONSEED é uma empresa de base tecnológica que atua no sector da energia. “Trabalhamos com fabricantes de equipamentos com o objetivo de os ligar a redes de informação e dotá-los de funcionalidades de controlo avançadas”, explica o CEO da empresa.

Empregos criados:
O núcleo da empresa é composto por seis elementos, mas a IONSEED tem criado vários postos de trabalho indiretos, através de parcerias com outras empresas com as quais colabora em áreas como o projeto técnico e empresarial. O número de profissionais diretos está neste momento em crescimento já que a empresa está a contratar na área de informática.



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