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A hora dos recém-licenciados

Terminada a licenciatura, começa a «guerra» por um bom lugar
10.03.2006


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Maribela Freitas e Diogo Archer
Anualmente saem das faculdades milhares de recém-licenciados para o mercado de trabalho. Apesar do desemprego que grassa no país, algumas empresas apostam na contratação destes jovens. A oportunidade de refrescar conhecimentos dentro da organização e de modelar um novo trabalhador à cultura da empresa, são mais-valias apontadas por quem contrata.

A Portugal Telecom (PT) é uma das empresas que privilegia a contratação de jovens saídos das faculdades em detrimento de candidatos com dois ou três anos de experiência. Luís Moura, responsável pelos recursos humanos da PT explica que «as vantagens estão, entre outras, no ‘refreshing' de informação, moldagem à cultura vigente na empresa e equilíbrio entre juventude e experiência».

Política semelhante é seguida pela Galp Energia que tem nas suas fileiras um programa de estágios para recém-licenciados denominado «Programa de Trainees Galp Energia». O principal objectivo é «reforçar os quadros do grupo na perspectiva da captação de novos talentos, que contribuam para o refrescamento das estruturas da empresa e aumento da nossa competitividade», explica Rita Macedo, responsável da Comunicação Institucional Corporativa da Galp Energia. «Esta prática permite aos recém-chegados desempenhar funções de cariz técnico, permitindo aliar os conhecimentos adquiridos na faculdade com a realidade prática vivida na Galp», explica Rita Macedo.

Tal como a PT e a Galp, a Siemens também aposta no recrutamento de recém-licenciados. «Na nossa empresa o processo de contratações é facilitado através de parcerias com um conjunto de universidades», explica Pedro Henriques, director de «corporate personnel» da Siemens. Contudo, e na sua perspectiva, ainda existe algum desfasamento entre a formação dada nas faculdades e aquilo que as empresas precisam. Para diminuir esse fosso aponta «a necessidade de uma maior componente prática nos currículos que ajude a ultrapassar a lacuna da falta de experiência dos recém-licenciados».

Para Sónia Silva, directora da empresa de recursos humanos Select Vedior «a contratação de recém-licenciados tem vantagens para as empresas na medida em que estes jovens trazem ideias novas, estão motivados para aplicar o que aprenderam e adaptam-se facilmente às mudanças». Desvantagens? Apenas o facto de poderem levar algum tempo a adaptar-se à função. Contudo, Paulo Canoa, director-geral da Adecco explica que «a primeira experiência profissional a sério desperta um grande dever de responsabilidade, lealdade e dedicação. As empresas só têm que beneficiar com essa situação».

A quem acabou agora a sua licenciatura e está à procura do primeiro emprego, Manuel Arroja, director-geral da empresa de recursos humanos Michael Page Portugal aconselha a «avaliar bem as oportunidades e ter humildade. É que a ‘guerra' começa no mercado de trabalho».





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