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A era da 'performance' laboral

20.06.2003


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Cátia Mateus e Maribela Freitas

O FACTOR humano é hoje, indubitavelmente, o grande trunfo de qualquer organização.


Apesar da crise económica e dos sucessivos cortes orçamentais, a força laboral continua a encabeçar a lista das prioridades dos executivos em todo o mundo. Constituir uma empresa líder em matéria de desempenho humano é a ambição de qualquer gestor.

Num estudo realizado pela consultora Accenture - "The Accenture High-Performance Workforce Study 2002/2003" - foram identificados vários eixos de intervenção para optimizar o desempenho humano nas empresas, tornando-as líderes nesta área.

Com efeito, aquela pesquisa constatou que a função de gestão RH está a tornar-se cada vez mais estratégica na hierarquia organizacional. Cerca de 63% dos líderes empresariais afirmaram que os recursos humanos são críticos para executar a estratégia empresarial.

É que com a "guerra de talentos" que precedeu o "boom" tecnológico, as companhias acordaram para uma nova realidade: a força de trabalho é o grande factor de diferenciação na competitividade empresarial. Face a esta realidade, o desafio actual é criar e manter uma equipa de trabalho com um elevado desempenho.

Alcançar este objectivo é que nem sempre é o mais fácil. São vários os factores a considerar. Da formação às compensações salariais e "pacotes" de incentivos, tudo conta quando o objectivo é conquistar e reter um bom profissional e com isso, ganhar cota de mercado.

Uma estratégia de resto visível no trabalho realizado pela Accenture. Com base num inquérito realizado a 200 executivos, distribuídos por empresas de seis países, e do estudo de caso de cerca de 12 organizações, a consultora verificou que, apesar da importância estratégica dos RH, a maioria dos executivos detecta na sua força de trabalho "lacunas ao nível de competências, um desconhecimento do negócio e estratégia organizacional, bem como uma incompreensão por parte do trabalhador face à relação entre o seu trabalho e as prioridades estratégicas da companhia".

O reconhecer desta realidade levou muitas empresas a apostar fortemente na formação, implementando o vasto leque de acções destinadas a melhorar a "performance" dos seus recursos.

Contudo, em tempo de crise económica, os aumento dos gastos com a formação parece não ter alcançado o efeito desejado. Segundo o estudo, a maior parte dos executivos, não retirou grandes vantagens deste incremento de formação evidenciando apenas uma satisfação moderada face ao impacto destas acções.

Falta de estratégia limita resultados

Contudo, para a Accenture, esta aparente insatisfação pode ser explicada com a falta de perspectivas futuras que algumas empresas evidenciam e pela ausência de uma estratégia de formação que se coadune com as necessidades e objectivos da empresa.

Ignorando muitas vezes o real impacto que as acções executadas terão no seu negócio, os executivos desconhecem para onde canalizar os seu investimento.

Ainda assim, algumas empresas têm conseguido mostrar sucesso nesta área. Para a Accenture, "estas empresas, colocam a sua força de trabalho ao mesmo nível de importância dos seus clientes". Uma estratégia de posicionamento que abarca também a comparação permanente entre o investimento realizado em formação e os resultados da empresa, utilizando a tecnologia como factor determinante na melhoria da "performance" da sua força de trabalho.

A consultora detectou 27 casos de sucesso em matéria de RH. Em comum estas empresas demonstraram ter a capacidade de fomentar entre a sua força laboral o conhecimento profundo da relação entre o contributo do seu trabalho e o sucesso da empresa.





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