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78% têm mais esperança no estrangeiro

78% têm mais esperança no estrangeiro

A maioria dos estudantes portugueses acreditam mais nas suas oportunidades de carreira e progressão profissional fora do país, do que dentro de portas. A realidade nacional contrasta com a da generalidade dos 23 países analisados pelo estudo da rede Universia focado em analisar a visão que os jovens têm da mobilidade laboral.

15.05.2015 | Por Cátia Mateus


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A percentagem contrasta com a média global mas em Portugal, 78% dos estudantes acredita que existem mais oportunidades fora do país do que em solo nacional. A conclusão é avançada num estudo realizado pela rede de universidades Universia e pela plataforma Trabalhando, em 23 países ibero-americanos, conduzido com o objetivo de dar a conhecer as opiniões dos universitários relativamente às eventuais opções de mobilidade laboral, a curto médio prazo, tendo em conta a conjuntura económica dos seus países de origem. ?

Segundo o estudo recentemente divulgado, só 5% dos universitários portugueses acredita que existem mais oportunidades para o seu perfil profissional e carreira escolhida em Portugal do que no estrangeiro. Ainda assim, uma percentagem de 17% dos inquiridos diz acreditar que o nível de oportunidades profissionais é idêntico em Portugal ou noutras geografias. Os números apurados especificamente para Portugal contrastam com a análise global dos restantes países ibero-americanos onde “apenas 45% encaram a hipótese de existirem mais oportunidades de emprego fora do seu país, enquanto 39% consideram existirem oportunidades iguais, dentro e fora do país”.

Europa lidera preferências profissionais
Em matéria de destinos preferenciais, 65% dos universitários portugueses aponta como destino de carreira ideal a Europa. Só 12% dos inquiridos gostariam de rumar à América do Norte e 10% ao continente africano. Segundo o estudo, é importante referir que a Oceânia e a região sul-americanas figuram também na lista de opções dos jovens portugueses, com 5% de preferências registadas em cada uma destas opções. Já a região asiática atrai poucos (2%), tal como a América Central (1%).?Nesta matéria, as opiniões são similares entre os jovens dos vários países inquiridos.

A análise global realizada pela Universia dá conta de que 47% dos jovens ibero-americanos escolheria um país europeu para trabalhar, com a Espanha, Itália, França e Reino Unido a liderarem na lista de opções. O estudo analisou também as opções de carreira dos jovens. E nesta matéria os portugueses não deixam margem para dúvidas: “34% dos portugueses refere que se vê a trabalhar fora do seu país, em algo relacionado com a sua área de estudos, contra 28% que se vê a trabalhar em Portugal, numa área também relacionada com os seus estudos” e 22% que referem a hipótese de estarem a trabalhar em Portugal mas numa área diferente da sua área de estudos e 16% que, num curto prazo se imaginam a trabalhar fora de Portugal em algo não relacionado com a sua formação académica.

Para os responsáveis pelo estudo a visão é, ainda assim, otimista já que “48% dos inquiridos acredita que a curto prazo estará a trabalhar no seu país, em algo relacionado com a sua área de estudo”. O estudo da Universia inquiriu 8664 estudantes em dez países. Em Portugal foram inquiridos 329 jovens.



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