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700 mil PME em risco

O envelhecimento da população, o abandono das empresas e os consequentes problemas de sucessão vão provocar o desaparecimento de milhares de PME, alerta a Comissão Europeia
25.05.2007


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Marisa Antunes
Na próxima década, cerca de um terço do total de empresários que actuam na União Europeia vai abandonar a sua actividade, afectando, em cada ano que passa, 690 mil pequenas e médias empresas que empregam 2,8 milhões de pessoas.

As estimativas são da Comissão Europeia (CE) e lançam o alerta para a gravidade da questão das transmissões das empresas provocado pelo envelhecimento da população. Para minimizar os danos, a CE está a implementar um programa gratuito de formação — «A Helping Hand for SME — Mentoring Business Transfer» — para os pequenos e médios empresários, contando com a colaboração em Portugal da Associação Comercial de Lisboa.

Problema crescente das sociedades desenvolvidas, o envelhecimento da população afecta também o mundo empresarial, especialmente as empresas familiares ou de menores dimensões. Como realça o documento da Comissão Europeia, “os casais têm menos filhos e, como tal, os empresários dispõem de menos hipóteses de encontrar sucessores no seio da família, especialmente na medida em que a envolvente cada vez mais concorrencial exige competências empresariais e de gestão mais elevadas”.

Mas não só. Os jovens têm hoje à sua disposição uma gama mais variada de alternativas à opção de dar continuidade à empresa da família, como lembra o estudo da CE. Além de que, segundo pesquisas já feitas, menos de metade dos europeus mostra vontade de exercer uma actividade por conta própria, preferindo a maioria trabalhar por conta de outrem. E os que estão interessados numa carreira empresarial preferem criar a sua própria empresa.

A principal vantagem encontrada na transmissão de empresas centra-se na manutenção dos postos de trabalho. As organizações que já existem conservam, em média, cinco postos de trabalho enquanto que uma empresa criada de raiz gera apenas dois.

A Comissão Europeia tem vindo a apostar neste tipo de acções de formação em mais de metade dos estados-membros da EU. Além de se aumentar a sensibilização junto de potenciais novos empresários que adquirirem empresas já constituídas, é preciso ‘reeducar' aqueles que estão a partir para a reforma. Nos Países Baixos e na Áustria, as Câmaras de comércio chegam mesmo a enviar cartas aos empresários que atingiram já uma certa idade, alertando-os para uma preparação atempada da transmissão.

Programa comunitário para empresários portugueses

O programa da Comissão Europeia, designado «A Helping Hand for SME — Mentoring Business Transfer», arrancou há um mês e terá a duração de um ano. Implementado através da Associação Comercial de Lisboa (ACL), este programa destina-se aos empresários de PME que tenham adquirido uma empresa há menos de um ano e que tenha menos de 50 trabalhadores.

Para garantir o sucesso do negócio e a manutenção dos postos de trabalho, é preciso formação em áreas específicas. Na prática, os consultores das acções de formação detectam as maiores necessidades dos gestores que se inscrevem. Por exemplo, uma empresa de importação/exportação que é transmitida a alguém com poucos conhecimentos do mercado poderá estar destinado ao fracasso. Neste caso, seriam definidas acções de formação direccionadas para esta área.

As acções de formação duram 10 dias (escalonados consoante a disponibilidade de quem os procura) e assentam em vários temas, desde a gestão de recursos humanos à gestão financeiro, «marketing» ou conhecimentos jurídicos, entre outros.

O curso é totalmente financiado pelos fundos comunitários e por isso tem custo zero para os empresários que poderão obter mais informações junto da ACL. Este programa abrange todo os países-membros, pretendendo-se numa primeira fase beneficiar cerca de mil PME em todo o espaço comunitário.





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