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22,7 milhões de empregos para vencer a crise

22,7 milhões de empregos para vencer a crise

A Europa precisa de criar 3,5 milhões de novos empregos para recuperar os índices que tinha antes da crise. O mundo precisa de gerar 22,7 milhões. Os dados são da Organização Internacional do Trabalho.
07.10.2010 | Por Cátia Mateus


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Três anos após o inicio da crise financeira, algumas economias mundiais registaram indícios de crescimento e há países onde até são visíveis sinais de recuperação do mercado de trabalho, como a Ásia ou a América Latina. Mas a verdade é que, à luz dos dados avançados pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), no seu relatório World of Work Report 2010 – from the crisis to the next?, as economias mais avançadas só alcançarão em matéria de emprego os seus níveis pré-crise em 2015.

Na sua visão mais optimista, o relatório de 2009 da OIT sobre o mercado de trabalho mundial, apontava para uma recuperação em 2013, altura em que as economias mais avançadas estariam em idêntico patamar ao pré-crise no que toca à empregabilidade. Essa previsão está posta de parte. A OIT vem agora assumir como horizonte exequível o ano de 2015. Sendo certo que, para cumprir esta previsão e alcançar as taxas de emprego existentes antes de 2008, os países mais desenvolvidos terão de conseguir criar 14,3 milhões de novos empregos, a África terá de gerar 1,2 milhões de postos de trabalho, no eixo Ásia/Pacifico terão de surgir 1,6 milhões de empregos, na Europa Central, de Leste e Ásia Central 3,5 milhões e na América Latina 2,1 milhões de novos postos de trabalho. Em suma, o mundo precisa de criar 22,7 milhões de novos empregos para recuperar o que tinha antes do colapso financeiro de 2008.

Contudo, de acordo com a OIT, no caso das economias emergentes “o relatório do ano passado previa que o emprego pudesse ainda este ano regressar aos níveis antes da crise, mas para cumprir esta meta são ainda necessários mais de oito milhões de novos postos de trabalho”. A organização acrescenta ainda que “em muitos países onde o crescimento do emprego mantinha índices positivos no fecho de 2009, regista-se agora um abrandamento claro da recuperação do mercado laboral ou até mesmo uma quebra na criação de trabalho”.

Uma recessão do mercado que coloca cada vez mais dificuldades aos que procuram um novo emprego. “Em 35 países analisados, cerca de 40% dos desempregados procuram uma oportunidade há mais de um ano”, confirma o estudo. Paralelamente, a OIT chama a atenção para outro fator: “os mais jovens são bastante afectados pelo desemprego, independentemente da sua formação e quando encontram trabalho, é muitas vezes precário e desadequado às suas qualificações”. Uma conjuntura que a desmotivar os que procuram emprego e não vêm recompensados os seus esforços. “Em finais de 2009, mais de quatro milhões de desempregados deixaram de procurar emprego, nos países analisados”, alerta a OIT.

Para a organização, só a adopção por parte dos governos de políticas centradas em estratégias de combate ao desemprego, conseguirão alcançar a necessária coesão social e garantir uma recuperação sustentada da crise. Uma perspectiva que requer suportes ficais bem estruturados para combater o desemprego de longa duração, esforços para estreitar a ligação entre o retorno do trabalho, o incremento da produtividade e reformas financeiras, pensadas em função das necessidades da economia real. “É altura de utilizar a crise como uma oportunidade de construir uma economia global equilibrada e o tempo está a esgotar-se para tornar esta oportunidade real”, alerta a OIT.



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