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2012 trará aumento ligeiro dos incrementos salariais

2012 trará aumento ligeiro dos incrementos salariais

Para a consultora Mercer as empresas portuguesas estão decididas a desafiar a crise. O seu estudo nacional sobre tendências de compensação e benefícios - Mercer Total Compensation Portugal 2011 - revela que 2012 será pautado por um, ainda que tímido, aumento dos benefícios salariais. A grande maioria das organizações (76%) pretende manter o seu número de colaboradores e não arriscará novas contratações, mas poderá reforçar os incentivos como a comparticipação na educação dos filhos dos colaboradores, investir no reforço dos planos médicos ou complementos ao subsídio de doença.
01.09.2011 | Por Cátia Mateus


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Depois de um 2011 marcado pela moderação e contenção salarial, 2012 parece trazer boas perspetivas aos portugueses em matéria de incrementos salariais. De acordo com o estudo Total Compensation Portugal 2011 da consultora Mercer, a que o Expresso Emprego teve acesso em exclusivo, os incrementos salariais no próximo ano serão superiores aos verificados em 2011. A consultora avança mesmo que “as expectativas apontam para um incremento salarial médio entre 1,27% e 1,61%, em 2012”. Os diretores gerais e administradores terão aumentos salariais inferiores aos dos administrativos e operários, segundo o estudo. Em 2011, os incrementos salariais médios por grupo funcional atribuídos pelas empresas portuguesas foram reduzidos, ficando-se pelos 1,12% para níveis de administração ou direção geral e os 1,49% para os administrativos. As expectativas para 2012 são mais favoráveis, segundo a Mercer. Os dados do estudo realizado pela consultora apontam para um aumento do incremento salarial médio de 1,27% para os diretores gerais e administradores e 1,61% para os administrativos e operários, já no próximo ano. Segundo Tiago Borges, senior associate da Mercer, “a uniformização a longo prazo dos incrementos salariais apresenta-se, hoje em dia, como uma realidade tanto em Portugal como no espaço Europeu”. Diz o especialista que “este comportamento é motivado tanto por uma inflação que se pretende reduzida e orientada por regras de controlo e disciplina orçamental a que obrigam as normas da UE, bem como por uma crescente integração dos mercados laborais europeus derivada de uma crescente mobilidade do factor trabalho”. Ainda assim, Tiago Borges confirma a tendência de, em anos de contração da atividade económica, limitar mais o crescimento de níveis associados a salários mais elevados. O senior associate da Mercer revela que “o foto das organizações, em períodos de contração económica, está centrado em medidas de controlo de custos e de curto prazo, como congelar ou limitar os incrementos salariais e com a diminuição do potencial da remuneração variável, mas prevê-se que possa passar a estar cada vez mais centrada na competitividade da compensação total oferecida aos seus colaboradores num futuro próximo, à medida que as perspetivas económicas evoluam”. Esta adaptação dos benefícios oferecidos pelas empresas às necessidades dos seus colaboradores será, segundo o especialista, cada vez mais tomada em consideração pelas organizações na definição dos pacotes de compensação total. Os resultados individuais do colaborador (76%), os resultados globais da empresa (67%) e a inflação (60%) figuram entre os fatores determinantes para as empresas na atribuição de incrementos. Comparativamente a 2011, o estudo aponta para um aumento salarial na generalidade das funções. Mas a análise da Mercer reflete também a necessidade de cerca de 23% das empresas participantes congelar este ano os salários para toda a sua estrutura. Revela ainda o documento que “91% das empresas atribuem formas de remuneração variável à totalidade ou a parte da sua estrutura, verificando-se contudo que a prevalência deste incentivo vai diminuindo à medida que se analisam grupos com níveis de responsabilidade inferiores”. Entre os principais incentivos atribuídos pelas empresas nacionais estão o complemento ao subsídio de doença (concedido por 39% das empresas), o pagamento dos três primeiros dias de baixa (67%), os Planos Médicos (82%), o Seguro de Acidentes Pessoais e de Vida (48%), Plano de Pensões (40%), Férias, subscrições e educação, com 42% das empresas a concederem dias de férias extra, pagar quotas em associações profissionais aos seus colaboradores ou a atribuírem subsídios escolares aos seus filhos. É também cada vez mais comum a atribuição de empréstimos ou adiantamentos aos colaboradores, já adotada por 26% das empresas participantes no estudo. O Total Compensation Portugal 2011 implicou a análise de 94.222 postos de trabalho, em 292 empresas presentes no mercado português. Segundo a Mercer, a amostra do estudo é constituída por 61% de empresas multinacionais, 38% de empresas nacionais privadas e uma minoria de 1% de empresas nacionais públicas.


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