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“O mercado reconhece o valor dos nossos profissionais”

“O mercado reconhece o valor dos nossos profissionais”

Filipe Esteves é o líder da tecnológica agap2. Aos 35 anos, o diretor-geral conduz os destinos de uma equipa de 310 profissionais e tem em mãos um processo de recrutamento que este ano abrirá as portas da empresa a 80 especialistas em tecnologias de informação. Na empresa, garante, as contratações são cirúrgicas e a missão de identificar os melhores é um trabalho diário.

17.04.2015 | Por Cátia Mateus


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Os últimos anos foram de desafios económicos para as empresas portuguesas. Como analisa a evolução da agap2?
A agap2 cresceu a ritmos bastante elevados até 2009. De 2005 até 2009, a nossa equipa passou de 30 para 266 elementos e nesse ano, registamos uma taxa de crescimento anual de 80%, o que não era normal em Portugal. Em 2010 sofremos as consequências da crise, mas ainda assim continuámos a crescer, com exceção de 2012. No ano passado, voltamos a registar um crescimento de 10%, sobretudo sustentado na reestruturação do nosso posicionamento no mercado e também da nossa expansão europeia.

Quantas pessoas empregam?
Neste momento, 310 colaboradores.

Em média quantos processos de recrutamento realizam por ano?
Temos cerca de 25 processos ativos durante todo o ano, em diversas áreas. A taxa de contratações da agap2 tem evoluído positivamente. Porém, temos vindo a constatar que o número de candidatos que procuram novas ofertas diminuiu.

Alguma empresas da área focam dificuldades de contratação. Sabendo que segundo um estudo recente da ANETIE, o emprego no sector das TI pode crescer 10% até 2017, considera que o sistema de ensino está preparado para responder às necessidades das empresas?
O emprego na área tecnológica está a crescer 10% há 15 anos. Quanto mais conheço o mercado europeu, maior é a minha convicção de que não há país mais preparado para qualificar engenheiros informáticos e profissionais de TI como Portugal. Os nossos profissionais são reconhecidos pela sua excelência técnica e capacidade de trabalho em vários países europeus, mesmo nos que têm forte tradição na formação tecnológica. Há, por exemplo, muitos portugueses a trabalhar em tecnológicas em França, na Bélgica ou até na Alemanha. O mercado reconhece o valor dos nossos profissionais.

Essa 'fuga de cérebros' está a gerar dificuldades às empresas portuguesas? 
Estamos a perder muito bons profissionais, muito seniores, com boas competências técnicas, bons ritmos de trabalho, para outros países europeus. Isto é, indiscutivelmente, prejudicial para as empresas portuguesas. Nos anos mais recentes deveremos ter perdido milhares de profissionais destes. Nas TI, assistimos a um número significativo de profissionais com três a quatro anos de experiência a emigrar. Os perfis com três a cinco anos de carreira são os mais procurados no mercado nacional. Portanto, naturalmente, há algum impacto nestas saídas.

Como se inverte esta tendência?
Na agap2 adotámos como estratégia permitir a internacionalização da carreira dos nossos profissionais, facilitando a sua integração ao serviço das nossa equipas internacionais, com o nosso apoio ao nível de toda a logística que trabalhar fora do país implica e permitindo-lhes regressar a Portugal e à empresa quando quiserem.

Quantas vagas deverão ser criadas este ano?
Cerca de 80 novos, em especial nas áreas de desenvolvimento Microsoft, Oracle e na área de integração. Recrutamos preferencialmente nas áreas de desenvolvimento, tipicamente, para todas as unidades tecnológicas existentes no mercado europeu.

Como se processam os recrutamentos na agap2?
O nosso processo de recrutamento tem algumas particularidades que são a nossa mais-valia e que só partilhamos com os candidatos. No entanto, posso adiantar que temos um processo com quatro etapas (no mínimo!) onde avaliamos desde a componente comportamental às competências técnicas.

Que características considera determinantes quando recruta?
A capacidade técnica adequada à experiência profissional, o conhecimento do nosso projeto e dos nossos valores e características pessoais que sejam comuns ao perfil da empresa.

Qual é, na sua opinião, a melhor estratégia para conseguir um emprego??
Ao aceitar um novo desafio no mercado laboral qualquer profissional deve realmente acreditar na empresa e na sua filosofia. Deve igualmente agarrar as oportunidades que lhe são dadas e aproveitá-las para crescer profissionalmente. Para além destes fatores, a melhor forma de os candidatos conseguirem um emprego é destacarem-se de todos os outros, usando para tal, as suas mais-valias.

Quais os grandes desafios no momento na agap2?
Encontrar novas formas de atrair os melhores engenheiros no nosso mercado de trabalho, marcando uma clara diferença nos nossos processos de recrutamento. Para 2015 temos novas apostas nas áreas de research & development, nearshore e o alargamento do projeto de formação Academia às empresas clientes. Em termos de volume de crescimento queremos manter a fasquia próxima dos 10% ao ano, alcançando os 12 milhões de euros de faturação.



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