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"É fundamental mostrar que Portugal recruta"

O desemprego nacional está elevado, mas o país tem empresas que querem contratar e enfrentam a concorrência do mercado internacional. A tecnológica GMV emprega em Portugal 80 pessoas. Quer recrutar mais, mas segundo Marta Vilar, diretora de recursos humanos, “o maior desafio passa por minimizar a concorrência das ofertas de trabalho para o estrangeiro, que atraem de maneira significativa o nosso candidato tipo”. Para a responsável, é fundamental mostrar que há em Portugal empresas saudáveis, dinâmicas e a contratar.
15.02.2013 | Por Cátia Mateus


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O Grupo GMV emprega a nível global 1100 colaboradores, espalhados por geografias que vão de Espanha à Malásia, passando por Alemanha, França, Polónia, Roménia, Estados Unidos e até Índia. Em Portugal a empresa opera com uma equipa de 80 colaboradores, altamente qualificados nas áreas da engenharia e desenvolvimento de software. Marta Vilar, a diretora de recursos humanos da GMV em Portugal, tem em aberto um processo de recrutamento que conduzirá à empresa dez novos colaboradores. Mas a tarefa de detetar e reter talento nas áreas das tecnologias de informação há muito que não é fácil em Portugal. Pode parecer um contrasenso, mas nesta que é uma das áreas mais dinâmicas do mercado, as empresas deparam-se com a dificuldade de reter os melhores que rumam em cada vez maior número para empresas estrangeiras, em países onde trabalhar é mais rentável. A equipa portuguesa da GMV iniciou 2013 em contraciclo com a conjuntura do país. A empresa está a crescer e procura recrutar 10 novos colaboradores para integrar as suas equipas de trabalho, ligadas à engenharia de software em projetos ligados à área de espaço (telecomunicações, sistemas de satélites), aviónica e sistemas embebidos. A empresa tem protocolos com várias instituições de ensino de referência e uma estreita colaboração com estudantes na elaboração de téses de mestrado, mas não escapa imune à concorrência das tecnológicas internacionais que recrutam em Portugal com condições de muito aliciantes. Marta Vilar, admite que a empresa sente a concorrência quando a meta é captar e reter talento e adianta que “é fundamental passar a mensagem de que em Portugal existem empresas tecnológicas dinâmicas, em crescimento, que trabalham áreas estratégicas e altamente especializadas e que procuram jovens qualificados para incorporar os seus quadros”. Nos dez candidatos que está agora a detetar, a diretora de recursos humanos procura profissionais com elevados níveis de talento, compromisso, confiança, proatividade, iniciativa e capacidade de trabalhar em equipa, para além das habituais competências técnicas essenciais a cada função. “Atualmente, as empresas procuram recursos que são capazes de dar novas soluções ais problemas com que se deparam e procuram jovens profissionais com essa criatividade nas respostas”, explica a diretora de recursos humanos. As experiências académicas internacionais são valorizadas em termos de desenvolvimento de skills, mas é igualmente importante que os jovens profissionais apresentem uma postura própria de quem sabe resistir às adversidades e transformar os contratempos em vantagens competitivas. A GMV conduz os seus processos de recrutamento, regra geral, a partir da divulgação de oportunidades no site da empresa, mas valoriza muito o contacto com as universidades enquanto fonte de talentos. Para Marta Vilar a competência é determinante, mas a sintonia do candidato com os valores da empresa dita a escolha. Marta Vilar 35 anos Diretora de Recursos Humanos da GMV Formação: É licenciada em Sociologia do Trabalho pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP) e pós-graduada em Gestão Avançada de Rrecursos Humanos. Desafio atual: “O maior desafio para quem trabalha em recursos humanos passa pela necessidade de encontrar diferentes formas para manter as equipas de trabalho comprometidas e motivadas, principalmente no contexto atual de adversidade, em que os principais factores de preocupação e desmotivação são externos à organização”, explica. Número de colaboradores: 80 profissionais, em Portugal, integrados num universo de 1100 colaboradores espalhados pelo mundo. Requisitos-chave: Além das competências técnicas essenciais a cada função, a empresa privilegia também a capacidade de comunicação, proatividade, trabalho em equipa, talento, compromisso com os valores da empresa e confiança. Desafio da atual da empresa: Reter em Portugal o talento necessário à atividade da empresa. “É importante passar a mensagem de que em Portugal existem empresas tecnológicas, dinâmicas, em crescimento, que trabalham áreas estratégicas e altamente especializadas e que procuram jovens qualificados para incorporar os seus quadros”, adianta a diretora de recursos humanos. Família: Casada e mãe de um filho. Hóbis: Tem um gosto especial por aprimorar as artes da culinária e em termos desportivos, é adepta da prática regular de natação.


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